Melhores Discos 2011

Como um blog que se preze, este também não poderia de eleger os melhores de 2011, só para começar 2012 com classe. Como não um dos anos anos que ouvi tanto quanto podia ou queria, segue – sem ordem de mérito – aqueles não deixaram o último ano passar em branco.
Vendo outras listas por aí, todas bem melhores e mais responsáveis que esta, pincei algumas coisinhas que achei que não deveriam ter ficado de fora. E pra quem ainda não ouviu o que segue, tem link mamata em cada um dos discos, segue aê…..

Unknown Mortal OrchestraUnknown Mortal Orchestra – Unknown Mortal Orchestra
Se eu comecei dizendo que a ordem aqui não é de mérito, já comecei mentindo. O debut encabeça a lista, porque foi um disco obrigatório de 2011. O trio desencantou o krautrock do fundo da cartola e trouxe pérolas como FFunny FFrends, Bicycle e How can you love me… o riff de FFuny FFrends é meu toque de celular desde junh, hehehe…

Tuneyards - w h o k i l l
w h o k i l l – tUneYardS
Pra acompanha o UMO, só o tUneYardS. Cara… que disco. Sem exageros e sem precisar ouvir muita coisa qualquer irá concordar que esse, de longe emplaca nos melhores do ano, quiçá da década que se abre. Gangsta foi uma das coisas mais criativas que ouvi nos últimos anos e isso é só pra citar, porque o disco todo é uma obra de musicalidade freestyle como jamais vi.

Thusrton Moore – Demolished Thoughts
Falar da parceria entre Thurston Moore e Beck em 2011 é chover no molhado, então vamos direto ao assunto… se você ainda não ouviu, baixa logo essa parada. Impossível não se apaixonar por Benediction.


The-Drums - PortamentoThe Drums – Portamento
Quando Portamento foi lançado causou um certo “furorzinho” mas logo foi se apagando e caindo na vala comum. De fato The Drums não alcançou nada demais, mas mandou um disco bem elaborado, bem assinado, bem produzido e pegajoso na medida pra ficar dando loop na sua cabeça. E se esse loop dura um ano, o disco merece, né não?!


The Black Keys – El Camino
Talvez esse tenha sido o disco do ano, foi unanimidade. Figurou em quase todas as listas do ano, mas por uma obviedade: se você não dançou ouvindo Lonely Boy você não está no planeta certo.

Slow-Club - Paradise

Slow Club – Paradise
Esse é um da minha sacolinha dos injustiçados. Paradise não ficou muito presente por aí entre os melhores do ano, mas vamu combiná, o Slow Club mandou benzaço. Deixa o disco abrir com Two Cousins e tire suas próprias conclusões…


Romulo-Froes---Um-labirinto-em-cada-peRomulo Fróes – Um labirinto em cada pé
Taí o disco que reescreveu a história da MPB em 2011. Eu já não concordo muito com o título pra descrever essa musiquinha burguezóide chata pra cacete capitaneada por Caetano e cia, mas o que o Romulo Fróes produziu neste disco não fugirá das comparações. Mas pra ser justo, Um Labirinto em cada pé botou a velharia no chinelo.


Radiohead---The-King-of-LimbsRadiohead – The King of Limbs
É indiscutível – ou não – que o Radiohead é uma das maiores bandas de rock da história e uma das mais influentes dos últimos, pelo menos, 15 anos. Daí que The King of Limbs dividiu até mesmo os fãs em 2011. Entre gostar ou não, os mais tietes jogaram a conversa pro lado do entender ou não. O que rolou mesmo é que ninguém conseguiu deglutir direito o que os britânicos fizeram quando o TKOL foi lançado. Nas mãos do quinteto, experimentações já são acordes comuns e a sonoridade é cada vez mais nova, tanto que pode soar estranha. Mas a medida que o ano foi passando TKOL foi sendo mastigado, processado e foi se completando. O From The Basement com as músicas do disco foi um dos programas mais comentados e fez muita gente “re-ouvir” o disco. O Newspaper lançado após o álbum complementou parte da idéia e o TKOL/RMX saído já nas finaleiros de 2011 foi amarrando algumas ideias ainda desatadas. Some isso a distribuição digital, lançamento de vinis, pacotes especiais e dá pra ter uma ideia da influência que a gente tanto fala que o Radiohead exerce.

Memory-Tapes---Player-Piano
Memory Tapes – Player Piano
Mais uma figurinha carimbada nos top lists por aí, mas é merecido. E, só pra destacar, Yes I Know é brilhante.

marginalS---disco-sem-titulo
marginalS – (disco sem nome)
A cena instrumental brazuca explodiu em 2011, no melhor dos sentidos. É tanta influencia e critividade que fica difícil qualificar, mas no caso do marginalS é moleza, é só dizer assim: que puta som foda!

Macaco Bong - Verdão e Verdinho
Macaco Bong – Verdão e Verdinho
Verdão e Verdinho é só um EP, mas tem peso pra um dos melhores álbuns do ano. A musicalidade das três músicas do mini disco tem qualidade figurar entre as melhores do jazz mundial nos últimos anos. Escreeve o que eu tô dizendo…

Lisabi---Au-Diable-Les-Bananes
Lisabi – Au Diable Les Bananes
O Lisabi me mandou de volta lá pros idos dos anos 90, quando ska e hardcore se fundiam e anivam fester6es adolescentes. E acho que foi essa pitada saudosista que trouxe o Au Diable Les Bananes pra essa lista. Mas é imperdível…

Destryer - Kaputt
Destroyer – Kaputt
Se você não ouviu Savage Night at The Opera, você pode dizer que não viveu 2011 direito. Uma das melhores músicas do ano tá num melhores discos do ano. Pra não redundar no que todo mundo já falou do Kaputt, só digo uma coisa: baixa logo.

Bjork---Biophilia
Björk – Biophilia
Se Biophilia é um grande disco ou não, eu ainda não sei. Talvez esteja mesmo aquém de muita coisa que a Björk já produziu, mas pra grandes nomes como a Björk a espera sempre é maior que a realização. Talvez a expectativa de um novo álbum extrapole as possibilidades, mas as sonoridades que a islandesa alcançou neste disco não deixam de ser surpreendentes. Talvez as pessoas estejam menos dispostas a discos conceituais, já tá enchendo o saco mesmo, mas vale a pena se dedicar e explorar o Biophilia. Porque, além de ouvir, é pra isso que ele serve.

Bixiga 70
Bixiga 70 – Bixiga 70
Afro-Brazuca-Latino-Beat-Mega-Dub-10-Band Tentar falar do Bixiga 70 resultaria em algum adjetivo imensamente composto. Dez músicos, muita sonoriedade, swing, ritmo, balanço e uma pitada de dub, deu nisso: um dos puta albuns do ano.

Battles - Gloss Drop
Battles – Gloss Drop
Eis um dos discos que eu mais curti no ano. Desde que eles lançaram Mirrored em 2008, que eu esperava por algo novo desses caras. Mesmo com a saída de Tyondai Braxton o, agora trio, manteve o nível e acertou uma pedrada nos ouvidos de 2011. As participações especiais de Matias Aguayo, Gary Numan e Kazu Makino só deixaram o aálbum ainda mais cheio. Mais uma vez o Battles conseguiu sintetizar no que a música atual se baseia. Se daqui pra diante alguém ainda continuar a chamá-los apenas de MathRock é porque precisa ouvir direito.

Passo Torto
Passo Torto – Passo Torto
O que dizer de um disco que reúne dois dos melhores do ano? Só pode ser um dos melhores do ano… Passo Torto é um projeto do baixista Marcelo Cabral (marginalS), do compositor Romulo Fróes, do violonista Rodrigo Campos e do compositor Kiko Donucci. Se você ainda não sabe quem são, então fica sabendo…

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