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E aí?! Topa dar uma banda de ônibus em Londres?
Sabe que eu já pensei em fazer uma parada dessas… mas a preguiça me consome. Muito massa a ideia desse cara, Moritz Oberholzer, o resultado é simples, delicado, observador… embarca aê.
“Foi um motim de consumidores excluídos” – Londres por Zygmunt Bauman

Impressionante como a grande mídia nacional insiste em tentar salvar a pele do governo inglês. Repetidas tentativas de desqualificar os revoltosos ingleses em detrimento de discutir ou expor os verdadeiros estopins da revolta vão criando cada vez mais um cenário que justifica medida afirmativas, autoritárias e fascistas. A bola da vez foi o teórico líquido Zygmunt Bauman, em entrevista ao Globo. Entre certo e errado o que fica é um discurso “fika fraw mafrein… ssaparada vai passar”. E diz o polaco: “Qualquer que seja a explicação dada por esses meninos e meninas para a mídia, o fato é que queimar e saquear lojas não é uma tentativa de mudar a realidade social.” Será? “Eles não se rebelaram contra o consumismo, e sim fizeram uma tentativa atabalhoada de se juntar ao processo”. Talvez eles estejam certos, Pan Bauman. Basta lembrar que desde Mrs. Tatcher que assistimos a rainha desfilar incólume com suas aberrações… Confere integral
Quem são os revoltosos na Inglaterra…
É mais ou menos sobre isso que eu tava falando. Mas tem mais coisa, principalmente sobre esse comportamentozinho da mídia tupy que engole tudo e não se engasga. Fica ligado, farão três vezes a mesma pergunta. Pra quem não sabe o Caccia Bava é editor do Le Monde Diplomatique Brasil, na minha mísera opinião uma das melhores revistas (jornal, ele chama assim) de articulistas do Brasil – aliás a deste mês tá foda! Ele já esteve em palestra aqui na província. Não viu? Perdeu!
Panic on streets of London, panic on streets do Birmingham…
Ontem o London Riot chegou a Birmingham. Alguns comparam à “Primavera Árabe”. Se pá, acho que é outra coisa, apesar de ter começado como no Egito. Incrível é ver a imprensa mundial (destaque para a brasileira) ingnorar sumariamente as razões de manifestações desse tamanho. Na terça, o The Guardian publicou um antes e depois dos locias destruídos pelas manifestações, dá pra ter uma ideia do estrago.
Desde o início da semana pipocam no youtube vídeos da manifestações e mais um a vez as redes sociais são a vedete motivadora e responsável pela organização das atividades. Me parece que, assim como durantes o ápice das revoltas árabes, as redes estão mais para nós espectadores do que para eles. É inevitável e inegável que o meio digital acelera e garante a comunicação a organização dos atos, mas em Londres há sinais que a coisa é bem mais organizada do que tem se tentado mostrar. O panfleto abaixo dá indicações em caso de você ser um suspeito de participar dos movimentos.
Há uma diferença sensível em fazer manifestações em Londres: a polícia não utiliza bombas, armas de fogo ou similares. A grande notícia da semana, além do aumento do contingente policial de 6 mil para 16mil homens, foi a liberação do uso de balas de borracha pela polícia. O que não é nem um pouco menos repressor, mais humano ou afim. O jornal The Sun publicou na capa de quarta, rostos de manifestantes acusados de serem líderes do movimento. As imagens foram capturadas por cameras de segurança. Como dizia o panfleto acima, as armas são outras, ou as vezes as mesmas, como aparece no ataque policial registrado baixo, feito em Manchester na noite de quarta. Mas a galera também botou a polícia pra correr, literalmente… De toda forma os conflitos na Inglaterra, espalham-se mais e mais pelo país. O governo acusa até mesmo grupos estadunidenses de terem organizado gangs para colocar o país num caos anárquico. Me é difícil interpretar isso de forma tão rasa, ou até conspiratória. A crise econômica tem pego a Europa toda pelo calcanhar. Desde 2007, vários grupos menores tem se manifestado nas periferias inglesas pela falata de infraestrutura, educação, saúde, emprego e renda. Num todo, o movimento não é novo. A crise é cenário e esses “ataques à ordem da cidade” são o primeiro nó, dos primeiros vinte minutos de uma filme de ação bem contemporâneo. 
















