Panic on streets of London, panic on streets do Birmingham…

Ontem o London Riot chegou a Birmingham. Alguns comparam à “Primavera Árabe”. Se pá, acho que é outra coisa, apesar de ter começado como no Egito. Incrível é ver a imprensa mundial (destaque para a brasileira) ingnorar sumariamente as razões de manifestações desse tamanho. Na terça, o The Guardian publicou um antes e depois dos locias destruídos pelas manifestações, dá pra ter uma ideia do estrago. London Burning Desde o início da semana pipocam no youtube vídeos da manifestações e mais um a vez as redes sociais são a vedete motivadora e responsável pela organização das atividades. Me parece que, assim como durantes o ápice das revoltas árabes, as redes estão mais para nós espectadores do que para eles. É inevitável e inegável que o meio digital acelera e garante a comunicação a organização dos atos, mas em Londres há sinais que a coisa é bem mais organizada do que tem se tentado mostrar. O panfleto abaixo dá indicações em caso de você ser um suspeito de participar dos movimentos.
Há uma diferença sensível em fazer manifestações em Londres: a polícia não utiliza bombas, armas de fogo ou similares. A grande notícia da semana, além do aumento do contingente policial de 6 mil para 16mil homens, foi a liberação do uso de balas de borracha pela polícia. O que não é nem um pouco menos repressor, mais humano ou afim. O jornal The Sun publicou na capa de quarta, rostos de manifestantes acusados de serem líderes do movimento. As imagens foram capturadas por cameras de segurança. Como dizia o panfleto acima, as armas são outras, ou as vezes as mesmas, como aparece no ataque policial registrado baixo, feito em Manchester na noite de quarta. Mas a galera também botou a polícia pra correr, literalmente… De toda forma os conflitos na Inglaterra, espalham-se mais e mais pelo país. O governo acusa até mesmo grupos estadunidenses de terem organizado gangs para colocar o país num caos anárquico. Me é difícil interpretar isso de forma tão rasa, ou até conspiratória. A crise econômica tem pego a Europa toda pelo calcanhar. Desde 2007, vários grupos menores tem se manifestado nas periferias inglesas pela falata de infraestrutura, educação, saúde, emprego e renda. Num todo, o movimento não é novo. A crise é cenário e esses “ataques à ordem da cidade” são o primeiro nó, dos primeiros vinte minutos de uma filme de ação bem contemporâneo.

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Publicado em 11/08/2011, em Artigo, Coisas, Notícias e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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