[MiniDoc] Como se fabricam marginais e a onda facistóide que avança no país…

Tem um clima facistóide se espalhando pelo país. Ontem a PM entrou em conflito contra estudantes da USP, quando deteve, dentro do campus, três estudantes que estariam fumando maconha. Desde o início da semana camelôs tem suas manifestações “contidas” pela polícia, pelo direito de manter sua feira durante a madrugada na região do Brás, em São Paulo.
A marginalização e a crimanlização de condutas alternativas à do estado são evidentes. Na alegada democracia brasileira a ordem é temperada com gás de pimenta, como diria Jorge du Peixe. Seja por uma alternativa econômica ou por uma modo de vida que fuja das convenções sociais moralmente aceitas, o indivíduo resistente é criminalizado com a conivência apática da sociedade e o referendo canalha dos meios de comunicação do establishment burguês.
Um consenso reacionário de leis torcidas em favor do poder se espalha de modo assustador pelo país. Seja nas atitudes dos governos ou na aprovação alegadamente positiva e necessária da população. Mais do que dilacerar nossa falsa democracia, essas atitudes vão eliminando aos poucos, a partir das liberdades individuais, pensamentos questionadores e vislumbres de uma nova sociedade.
Segue abaixo um exemplo que rolou esse ano, na Praça Sete em Belo Horizonte, quando os artesãos, chamados de “Hippies” pela imprensa, forma escurraçados da praça. Sob a alegação de cumprimento da Lei Orgânica do município, que proíbe o comércio nas ruas sem licença, Prefeitura e Polícia Militar “higienizaram” o centro de BH detento artesãos, apreendendo e destruindo seus pertences e produtos. Cabe m bom debate nessa questão, que vai desde a definição de patrimônio cultural, do reconhecimento único da produção material legalizada e industrializada, até a liberdade individual de ocupação da cidade e seus espaços públicos. Mas o que se destaca é a utilização da lei como dispositivo torto de aplicação da ordem, nos moldes da burguesia e de seu lacaio estado. Não resta adjetivo senão facista, pruma atitude que pretende enquadrar a sociedade em padrões que, de longe, não tem nada a ver com a realidade.
Infelizmente não achei o canal original do cara que produziu o doc, Rafael Lage. Mais informações estão no blog da produção, Beleza da Margem. Ficam aí os créditos. Na sequência há dois vídeos menores, mostrando as ações policiais nos dias em que a praça foi sitiada. Até um traseunte foi detido por discordar da ação policial, com a mais facista das alegações: desacato à autoridade.

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Publicado em 28/10/2011, em Artigo, Notícias, Variedade e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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