Arquivo mensal: abril 2013

Simpsons X Breaking Bad

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Acabei de postar a imagem acima lá no Feice, e aí que o Trabalho Sujo linkou esse teaser da FOX com os Simpsons num Breaking Bad Style. Muito massa. E como lembrou o Mathias, BB só volta em junho. Logo logo acho que vou começar uma contagem regressiva… A Season Finale do Mr. White tem tudo pra ser épica!

Que tal meia horinha de UMO pra ir desligando…

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Fresquinho, direto daquela loja de bikes massa onde a KEXP faz os minishows.
Tenho que admitir que o Unknown Mortal Orchestra não é a mesma coisa ao vivo, no estúdio os caras ficam bem mais refinados. Mas vale ver o meu power trio favorito (atualmente) beeem barulhento.
Bah… e essa versão de “How Can You Love Me”, hein?! E “From the Sun”? Ahhhh… ouveaê!

Yeah Yeah Yeahs & Lily Cole pra começar a semana quente…

Lily Cole - Sacrilege

Tá o que Mosquito do Yeah Yeah Yeahs não tá aquiiilo tudo, mas essa Sacrilege dá um up.
E o vídeo eh foda, né não? E ah… Lily Cole, cara. Lily Cole.

Já que eu botando as coisas em dia… baxaê o Yeah Yeah Yeahs pra ver qualé.

Nadar e dormir como os tubarões…

UMO

É mais ou menos esse o sentimento…
Que viagem esse clipe do UMO. Falando nisso, que delícia esse disco novo dos caras…
Cata aí e entra no clima… se despedir do sol e aproveitar o friozinho pra fazer um Peppercast, que tal?

Preconceito não se resolve com preconceito!

Latuff

Na última semana eu fiquei impressionado com a quantidade de pessoas, principalmente os colegas que compartilharam com efusividade o tal “estudo” da Universidade de Ontario que “liga o preconceito a pessoas de baixo QI”. Pra começar, que os títulos dessas matérias apontam para o “baixo QI” e depois seus conteúdos destacam a “baixa escolaridade”. A quantidade de problemas e confusões num texto/pesquisa/estudo desses é doentio. Os testes ou índices de medição de QI são no mínimo perniciosos, principalmente para as teorias que se tenta difundir atualmente a partir de conceitos sócio-interacionistas, que tentam destruir os princípios inatos da cognição valorizando os conhecimentos da diversidade. Logo que pra qualquer indivíduo que defenda ou se aproxime propostas progressistas de educação, conhecimento ou saber, se valer, para qualquer que seja o objetivo, de conceitos tão atrasados é quase reacionário. A sugestão, ou associação, fica ainda mais perversa se levadas em consideração doenças ou síndromes que afetam o QI. Seria o mesmo dizer que pessoas portadoras alguma deficiência que afete a cognição são, por condição física/biológica, atrasadas, conservadores e preconceituosas.

Pela boa intenção, alguns podem ter entendido que a proposta, ou a pretensa resposta, poderia ser de que uma boa educação traria resultados positivos fazendo uma frente opositora ao preconceito. Mas aí buscamos os últimos duzentos anos de existência da educação/escola como conhecemos e a primeira conclusão é de que não adianta construir escolas, é preciso refundar a educação. Por conseqüência, o pensamento anterior nos leva a entender que mudar a escola sem mudar a sociedade é irrelevante. Sem esquecer que colocar nossas crianças no modelo educacional atual, tendo como exemplo os considerados de excelência, nos levarão ao ápice da competitividade, com um ensino que prepara para o desespero e a concorrência. E é nesse momento de concorrência que as ferramentas de subjugação adquiridas através da educação poderão ser insuficientes e dispositivos complementares deverão ser desenvolvidos, como o preconceito.

O que me alarmou foi o tom que carregavam os comentários. Quase uma comemoração em saber que “uma pesquisa” aponta que aqueles que pensam diferente de você são mais burros. Ainda que pareça divertido sabotar alguém que carrega a excrescência do preconceito consigo, considerando-o mais burro. Mas essa é uma falácia notável empiricamente. Facilmente se percebe os redutos conservadores dentro da classe média e em setores que detém poder aquisitivo. Se o resultado da pesquisa é verdadeiro, a piada brasileira sobre a Classe Média – classe média sofre – perdeu a graça e o sentido. Hoje, no Brasil, o núcleo do conservadorismo e da reacionaridade é a classe média – notadamente – que freqüenta as faculdades, compõe a maioria dos setores de profissionais liberais e consome material cultural. Acreditar numa pesquisa dessas é o mesmo que dizer que as favelas brasileiras são as principais consumidoras da revista VEJA.

De fundo, o que se resume pelo “estudo”, é que as classes mais baixas estão mais propensas ao conservadorismo do que os setores que dispõe de educação. Quando nem de longe é verdade. Basta ver as últimas campanhas presidenciais. A esperança depositada pelo povo pobre do país num governo de esquerda, derrubou três campanhas ardilosas e reacionárias amparadas pela burguesia nacional. Ainda que os resultados desse governos mereçam grandes críticas, é evidente que os eleitores do Brasil – que notadamente é um país deficitário em educação – se voltaram contra propostas conservadoras e apoiaram o governo que propôs um plano nacional de direitos humanos que previa a descriminalização do aborto, o casamento homoafetivo, criminalização do preconceito, apoiou as cotas, a distribuição de renda e os programas sociais. Mais uma vez, sobra críticas para esses programas e seus destinos e fins, mas fica a reflexão para entender o que buscavam os eleitores dos último dez anos.

Impossível não observar que em sugestões de que ideais conservadores sejam mais burros que os ditos “liberais” ou “progressistas”, reside um forte apelo preconceituoso, até – sem exagero – protofascista. Valorar, ainda mais de forma intelectual, conceitos políticos acerca da realidade coloca o crítico num patamar superior, numa condição de “mais saber”, mais intelegência e portanto subjuga, oprime e exclui o conservador. Isso não é uma defesa ao conservadorismo, mas um alerta para perceber que o que nos oprime e nos divide não reside na inteligência. Essas observações jogam para baixo do tapete os reais motivadores da exploração.

Como deu para notar, fica fácil a relação entre o baixo Qi e a baixa renda, entre a baixa escolaridade e a pobreza. Me parece que a associação é inevitável. Por conseqüência, inevitável a sugestão de culpa da condição atual de atraso para os mais pobres. E aqui qualquer relação entre os adjetivos se torna coerente. Mas quantos já viram ou compartilharam ídolos, mestres e gênios oriundos das porções mais pobres do mundo? Não há burrice por falta de escolaridade. Há falta de escolaridade. Há falta de oportunidade, injustiça social e desigualdade, o resto todo é preconceito.

O espírito de conservação pode até existir entre os mais pobres, mas não o conservadorismo. Dá pra dividir as duas expressões. O explorado, o oprimido, o excluído não quer explorar, oprimir ou excluir, quer sair da sua condição. Mas se a condição social atual não lhe permite saídas que não seja repetindo o sistema imposto, qual sua saída? Qual sua alternativa? No entanto, o explorador, o opressor não quer alternativa alguma, quer a manutenção, o conservadorismo. A conservação, portanto, se converte numa alternativa cruel que se reproduz como única saída para o indivíduo mudar a sua realidade. E isso não é burrice, é necessidade. Nesse processo, o preconceito converte-se numa ferramenta subjetiva, antiga, agressiva e gratuita para tornar esse processo ainda mais cruel e doentio.

Pra finalizar, pouco me preocupa a pesquisa em si. Pra que eu não considere uma total tolice, relevo com atenção para a simplificação de dados (rasteira e sensacionalista) da maioria das matérias de jornalismo “científico”. Como disse um dos coordenadores do trabalho: “A pesquisa é um estudo de médias de grandes grupo”. Logo que uma simples pesquisa não pode colocar de lado mais de duzentos anos de trabalho de vários dos maiores pensadores da nossa história e dos revolucionários que lutaram pela mudança da sociedade, principalmente (de modo particular) aqueles que definiram e nos propuseram o socialismo. Foi a partir desses ideais de igualdade e pelo fim da sociedade de classes que chegamos hoje a várias considerações, inclusive como esta.

Me preocupa que leituras como essas, ditas científicas, para a sociedade atual, sejam de fato conservadoras e preconceituosas. De fundo se revelam modelos reformistas de lidar com a atual sociedade, onde se quer mudar cenários pequenos e individuais, sem tocar no real problema da sociedade: o capitalismo. Por conseqüência, isso é preconceituoso. De forma indireta, dá direito a alguns de participar de uma outra sociedade, enquanto a outros cabe a culpa e a responsabilidade. Logo não deixa de demonstrar sua face mais cruel, invertendo os papéis e culpando os que mais sofrem pelos problemas que não foram criados por eles. O cenário de crise mundial, demonstra francamente isso e também explica, em parte, a insurreição de pensamentos conservadores, extremistas e preconceituosos. Me preocupa que companheiros diluam suas lutas em modelos que mais distribuem culpas do que agreguem forças contra nossos reais inimigos: a burguesia e esse sistema perverso conservado por eles que chamamos capitalismo.

“Reformar o capitalismo é igual a perfumar merda”
Li por aí.

Charles Bradley pra abrir a domingueira…

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Bóra botar um pouco de soul nesse dia ensolarado… vá lá Charles Bradley.
Já ouviu ‘Victim of Love’, o novo do soulman? Pega aí, pega aí que tá valendo muuuuuiiito!
Ah, outono… seu lindo!

[Tumblr do dia] Movies in Colors

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Já que o design tá na moda, nada melhor que estilizar tudo. Aí que uns malucos resolveram definir as paletas de cores de uma pá de filmes. Dá até pra chamar o resultado de didático. Em alguns exemplos dá pra se ligar no detalhe da preocupação dos fotógrafos na elaboração das cenas, padrões, linguagens e talz…
Se liga lá no Movies in Colors, vale a viagem…

The Darjeeling Limited
Pulp Fiction
Drk Blood
Birds

E agora algo completamente diferente: Storytime, um curta de Terry Gilliam

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Einstein, baratas, casos amorosos entre pés e mãos e escândalos da corte britânica, tudo misturado num curte de oito minutos feito em 1968 pelo Python, Terry Gilliam. Talvez um dos primeiros trampos de animação dele, às vésperas do lançamento do Flying Circus.

Aula de NU em um minuto.

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Delicado…

Que tal uma dose de “Chelsea Light Moving” prum sábado vadio?

Chelsea Light Moving

O registro é do mês passado, no estúdio da KEXP Radio. Enquanto o hiato (sim, eu ainda tenho esperança de que seja só um hiato) do Sonic Youth não finda, Thurston Noise Moore se junta com a banda paralela prum trampo novo. Nada tão impressionante quanto seus últimos trabalhos solo, mas refrescante como poucos moleques de 55 anos conseguiriam.
Eu costumo dizer que gostaria de envelhecer como David Bowie. Hoje fico na dúvida vendo Thurston numa vibe tão garage.

Jujuba Mode ON!

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