Arquivo mensal: setembro 2014

Wes Anderson centralizado

Wes Cnetereed

Kogonada é um cara com um canal no Vimeo que faz uma série de vídeos com recortes bem interessantes sobre filmes e cineastas. É o mesmo cara que fez o Kubrick One-Point Perspective.
Dessa vez o cara fez um sobre o Wes Anderson e suas centralizações.
Esses recortes podem parecer coisa de desocupado mas no fim das contas são uma batia análise fílmica. Detalhes como esses exploram as dimensões dos diretores, objetivos, cores, conceitos, ideias… Faz muita gente observar os filmes com um novo olhar.
Como por exemplo entender que o as centralizações do Wes Anderson conseguem esvaziar o espaço ao redor, por mais complexo que ele seja…
Dá um pulo lá no canal do cara, tem mais coisa massa com Bresson, Ozu, Malick, Linklater…

Taking the piss: o quadrinho do Banksy

banksy

Em 2005 Bansky lançou um livro, Cut It Out. Entre textos, trampos e fotos, havia um manifesto contra a publicidade ganhou notoriedade.
Essa semana, a galera do Zen Pencils, que faz quadrinhos com frases celebres, catou o manifesto do Banksy e o transformou em quadrinhos e o resultado segue aí…

A tradução do manifesto segue lá embaixo e se vc quiser o livro, cata aqui!

Banksy - Zen Pencils

Há pessoas tirando onda com sua cara diariamente. Elas se metem na sua vida, dão um golpe baixo e logo desaparecem. Elas te espreitam de cima de edifícios altos, fazendo com que você se sinta pequeno. Elas te provocam dentro do ônibus, insinuando que você não é suficientemente sexy e que toda diversão está rolando em outro lugar. Elas estão na televisão, fazendo sua namorada se sentir insegura com suas imperfeições. Elas têm acesso à mais sofisticada tecnologia que o mundo já viu e te intimidam com isso. São os “Anunciantes” e estão rindo de você.

Você, contudo, é proibido de tocá-los. Marcas registradas, direitos de propriedade intelectual e leis de copyright significam que anunciantes maldosos podem dizer o que quiserem, onde quiserem, com total impunidade.

Que se fodam. Qualquer anúncio em espaço público, que não dê a você a opção de vê-lo ou não vê-lo, lhe pertence. É todo seu, para pegar, reorganizar e reutilizar. Você pode fazer o que quiser com ele. Pedir permissão é como pedir para guardar uma pedra que alguém acabou de jogar na sua cabeça.

Você não deve nada às empresas. Deve menos do que nada; em especial, vocês não lhes deve gentileza alguma. Elas devem a você. Elas reorganizaram o mundo para se colocarem na sua frente. Nunca lhe pediram permissão; nem pense em lhes pedir a sua.

(tradução: Kika Serra e Francisco Corrêa)

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