Arquivo mensal: abril 2015

O verdadeiro Don Draper?

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Uma das melhores séries que eu já vi está chegando ao fim. Mad Men tá nas finaleiras e apontando o fundo do poço na saga de Don Draper. Uma mistura de decadência e glória de um self made man da Madison Avenue dos anos 60. Charmoso, rico, publicitário genial, alcoólatra e completamente perdido num mundo inventado por ele mesmo. Um dos melhores personagens já criados para a TV.
Mas eis que a VICE achou um cara que pode ser Draper em carne e osso, George Lois. O cara que transformou empresas como Xerox e Tommy Hilfiger em nomes de sucesso. Responsável pelo design de 92 capas célebres da Esquire e uma figura tão controversa quanto o paralelo ficcional.

[Instagram do dia] @bladerunnerreality

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Uma câmera de celular, algum filtro de alto contraste e um ponto de vista criativo de uma grande cidade e parece que você está dentro do filme do Ridley Scott. “Dedicado a encontrar realidades que pareçam como Blade Runner”, Ryan Allen mantém o @bladerunnerreality, uma compilação de imagens cotidianas que vão te fazer sentir-se Deckard na Los Angeles distópica de 2019.
Segue lá…

O ônibus surreal de Paul Kirchner

The BUS

Entre 1979 e 1985 o quadrinista Paul Kirchner assinou na histórica Heavy Metal Magazine, uma tira quinzenal, the bus, assim, meticulosamente em minúsculas. Um passageiro recorrente cotidianamente toma seu ônibus e alimenta itinerários absurdos, repleto de indecisões existenciais em cenários que parecem as cenas de MC Escher com roteiros que caberiam como episódios do Twilight Zone.
Ao todo, são 73 tiras que já foram reunidas em livro e agora a editora francesa Tanibis promete uma nova série, ainda sem data de lançamento. Confere algumas aí embaixo e o livro todo tá aqui!

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Jujuba Peppercast #022

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Demora mas sempre chega…
Uma horinha sussa pra ficar feliz por que essa semana tem feriadão (de novo) !!!

Saiu hoje pra ficar no dia do aniversário da Kim Gordon e dar motivo pra rolar uma Star Power accoustic. Tem Death Cab for Cutie duas vezes pq eu adoro essa Ghosts de Beverly Drive e a versão dele pra Charming Man dos Smiths é muito massa!!!
E ainda tem que cumprir a tabela da semana passada e rolar duas vazadas, uma nova do Blur e outra o UMO – cara tô pirando muito nesse disco do UMO, porra terceiro disco foda seguido!
E tem uma nova do Jon Spencer Blues Explosion que saiu semanas atrás e logo logo deve pintar disco. Coube até Fugazi e mais uma pá de coisa boa… então… segue o som!

Jujuba Peppercast #022

The Separation | Ceremony
The Ghosts of Beverly Drive | Death Cab for Cutie
Erosion | Cymbals
Do the get Down | The Jon Spencer Blues Explosion
Can’t Keeping Checking my Phone | Unknown Mortal Orchestra
Diary of a Bike | Lucas Santtana feat. Fefé
All I Know | Washed Out (Moby Remix)
Glory | Wye Oak
Thought I was a Spaceman | Blur
I Won’t be Long | Beck
This Charming Man | Death Cab for Cutie
Waiting Room | Fugazi
Star Power (Acoustic) | Sonic Youth
Vale das Rosas | Mahmed
Wait | M83

Já vazou o novo do Unknown Mortal Orchestra!

UMO Multi-Love

Eu ainda nem cansei do disco anterior e o UMO já me deu um bom motivo pra substituir o II da playlist. Apesar de prometido pra daqui um mês, já vazou essa semana o Multi-Love do Unknown Mortal Orchestra, cheio das psicodelia e com uma boa dose da vibe disco dos anos 70 e uma pitada dessa batida oitentinha que tá na moda. Mas é UMO, com suas as mixagens criativas, aquelas guitarras líquidas, seus vocais esganiçados em cima daquela batera errática… enfim tudo aquilo que a gente gosta no Unknown. E vou dizer, senti um climinha meio brazuka nesse disco, lá dos 60/70, meio João Donato, Marcos Valle, Sergio Mendes… por aí… se liga nessa Can’t Keep Checking My Phone que sintetiza isso tudo:

Então chega de papo, clica na imagem, baixa o disco e encerra o finde na moral…

Multi Love - Cover

O AMOR de Gaspar Noé… esperma, fluídos e lágrimas.

Love

Eis que está confirmado o lançamento de LOVE, o novo filme de Gaspar Noé, dentro do festival de Cannes no mês que vem. A imagem aí de cima é o primeiro pôster e o segundo, que tá aí embaixo, já começou a polêmica esperada após ser banido do Facebook. Não precisa de explicação, né?!
E é claro que Gaspar Noé sem muita treta não seria normal. Aliás, muito mimimi conservador é o que se espera a cada longa do argentino. O negócio é que ele se arrisca em seus exageros e a gente curte, e muito… a começar pela sinopse bastante sugestiva do filme:

“AMOR ocorre para além do bem e do mal. AMOR é uma necessidade genética. AMOR é um estado alterado de consciência. AMOR é uma droga pesada. AMOR é uma doença mental. AMOR é um jogo de poder. AMOR é superar a si mesmo. AMOR é uma luz ofuscante. AMOR é esperma, fluidos e lágrimas. O AMOR é um melodrama sexual sobre um menino, uma menina e outra garota.”

A produção deve aparecer ou pouquinho mais na mídia brasileira dessa vez, já que tem brasileiro na produção, com a RT Features, responsável também por Frances Ha, Cheiro do Ralo e Abismo Prateado. Mas aparentemente essa participação é executiva e tem mais a ver com grana do que com criação, já que a produtora do diretor, Les Cinemas de La Zone, assina o filme junto ainda com a distribuição da francesa Wild Bunch.
Mês passado Noé deu um toque pra revista Marfa Journal, sobre o que vem com LOVE:

O filme que eu estou terminando vai ser muito incomum, porque é uma história de amor em 3D. Mas todos os elementos já foram vistos mais de cem vezes em diferentes filmes. É apenas a mistura que vai torná-lo diferente. […] Vai estar mais perto da vida que eu realmente conheço. […] A única violência em todo o filme é a forma como as pessoas que estão loucamente apaixonadas se insultam. […] Com o meu próximo filme espero que os meninos tenham ereções e as meninas fiquem molhadas.

Enfim, preparem seus óculos 3D…

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Já curtiu o novo do Blur?

Barclaycard Presents British Summer Time Hyde Park 2015 headliner announcement

Sim, sim… já vazou o novo do Blur, depois de doze anos chega o sucessor de Think Tank. The Magic Whip tem 12 faixas daquele Blur que todo mundo tava com saudades com umas raspas do disco solo do Damon Albarn e o Graham Coxon escancarando se apreço por Syd Barret, tudo isso com aquele gostinho indie pop que o Blur derramou sobre os anos noventa.
Clica na capa do disco lá embaixo pra colorir o fim de semana.
Mas enquanto o disco baixa, vai se aquecendo com o clipe de Lonesome Street, que abre o disco e pode colocar Go Out no repeat que a volta à 1994 é por conta da casa…

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