Arquivo da categoria: Arte

Silva+JorgeBispo+MariaFlor encerrando a tarde…

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Moletom, música de Silva, com clipe do fotógrafo Jorge Bispo, e o sorriso de Maria Flor. Buenas…

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Jonny Greenwood chegando do Rajastão

Junun

Junun é o nome disco e filme que brotarão lá na Índia no mês que vem, das mãos de Jonny Greenwood e Paul Thomas Anderson. Na empreitada, o guitarrista do Radiohead e o diretor de Magnolia se juntam ao músico israelense Shye Ben Tzur e ao grupo Rajasthan Express. Nigel Godrich também dá as caras no projeto que já tem faixas disponíveis lá na página oficial do filme, dentro do serviço de stream Mubi, onde deverá ser lançado no dia 13/11. O filme deverá ser uma espécie de documentário sobre a produção de três semanas, quando os músicos foram hóspedes do marajá de Jodhpur em Mehrangarh.
Saca o trailer aí embaixo…

O ônibus surreal de Paul Kirchner

The BUS

Entre 1979 e 1985 o quadrinista Paul Kirchner assinou na histórica Heavy Metal Magazine, uma tira quinzenal, the bus, assim, meticulosamente em minúsculas. Um passageiro recorrente cotidianamente toma seu ônibus e alimenta itinerários absurdos, repleto de indecisões existenciais em cenários que parecem as cenas de MC Escher com roteiros que caberiam como episódios do Twilight Zone.
Ao todo, são 73 tiras que já foram reunidas em livro e agora a editora francesa Tanibis promete uma nova série, ainda sem data de lançamento. Confere algumas aí embaixo e o livro todo tá aqui!

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O AMOR de Gaspar Noé… esperma, fluídos e lágrimas.

Love

Eis que está confirmado o lançamento de LOVE, o novo filme de Gaspar Noé, dentro do festival de Cannes no mês que vem. A imagem aí de cima é o primeiro pôster e o segundo, que tá aí embaixo, já começou a polêmica esperada após ser banido do Facebook. Não precisa de explicação, né?!
E é claro que Gaspar Noé sem muita treta não seria normal. Aliás, muito mimimi conservador é o que se espera a cada longa do argentino. O negócio é que ele se arrisca em seus exageros e a gente curte, e muito… a começar pela sinopse bastante sugestiva do filme:

“AMOR ocorre para além do bem e do mal. AMOR é uma necessidade genética. AMOR é um estado alterado de consciência. AMOR é uma droga pesada. AMOR é uma doença mental. AMOR é um jogo de poder. AMOR é superar a si mesmo. AMOR é uma luz ofuscante. AMOR é esperma, fluidos e lágrimas. O AMOR é um melodrama sexual sobre um menino, uma menina e outra garota.”

A produção deve aparecer ou pouquinho mais na mídia brasileira dessa vez, já que tem brasileiro na produção, com a RT Features, responsável também por Frances Ha, Cheiro do Ralo e Abismo Prateado. Mas aparentemente essa participação é executiva e tem mais a ver com grana do que com criação, já que a produtora do diretor, Les Cinemas de La Zone, assina o filme junto ainda com a distribuição da francesa Wild Bunch.
Mês passado Noé deu um toque pra revista Marfa Journal, sobre o que vem com LOVE:

O filme que eu estou terminando vai ser muito incomum, porque é uma história de amor em 3D. Mas todos os elementos já foram vistos mais de cem vezes em diferentes filmes. É apenas a mistura que vai torná-lo diferente. […] Vai estar mais perto da vida que eu realmente conheço. […] A única violência em todo o filme é a forma como as pessoas que estão loucamente apaixonadas se insultam. […] Com o meu próximo filme espero que os meninos tenham ereções e as meninas fiquem molhadas.

Enfim, preparem seus óculos 3D…

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Subtunes: o visual sonoro do metrô de NY

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Com imagens de Anthony Sylvester e os sons Katakresis, Subtunes é uma viagem surreal por meio do sistema de metrô de Nova York. A música é composta inteiramente de sons reais de metrô e sincronizado com as imagens correspondentes. mais um lá da safra do FutureShorts.

Wes Anderson centralizado

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Kogonada é um cara com um canal no Vimeo que faz uma série de vídeos com recortes bem interessantes sobre filmes e cineastas. É o mesmo cara que fez o Kubrick One-Point Perspective.
Dessa vez o cara fez um sobre o Wes Anderson e suas centralizações.
Esses recortes podem parecer coisa de desocupado mas no fim das contas são uma batia análise fílmica. Detalhes como esses exploram as dimensões dos diretores, objetivos, cores, conceitos, ideias… Faz muita gente observar os filmes com um novo olhar.
Como por exemplo entender que o as centralizações do Wes Anderson conseguem esvaziar o espaço ao redor, por mais complexo que ele seja…
Dá um pulo lá no canal do cara, tem mais coisa massa com Bresson, Ozu, Malick, Linklater…

Taking the piss: o quadrinho do Banksy

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Em 2005 Bansky lançou um livro, Cut It Out. Entre textos, trampos e fotos, havia um manifesto contra a publicidade ganhou notoriedade.
Essa semana, a galera do Zen Pencils, que faz quadrinhos com frases celebres, catou o manifesto do Banksy e o transformou em quadrinhos e o resultado segue aí…

A tradução do manifesto segue lá embaixo e se vc quiser o livro, cata aqui!

Banksy - Zen Pencils

Há pessoas tirando onda com sua cara diariamente. Elas se metem na sua vida, dão um golpe baixo e logo desaparecem. Elas te espreitam de cima de edifícios altos, fazendo com que você se sinta pequeno. Elas te provocam dentro do ônibus, insinuando que você não é suficientemente sexy e que toda diversão está rolando em outro lugar. Elas estão na televisão, fazendo sua namorada se sentir insegura com suas imperfeições. Elas têm acesso à mais sofisticada tecnologia que o mundo já viu e te intimidam com isso. São os “Anunciantes” e estão rindo de você.

Você, contudo, é proibido de tocá-los. Marcas registradas, direitos de propriedade intelectual e leis de copyright significam que anunciantes maldosos podem dizer o que quiserem, onde quiserem, com total impunidade.

Que se fodam. Qualquer anúncio em espaço público, que não dê a você a opção de vê-lo ou não vê-lo, lhe pertence. É todo seu, para pegar, reorganizar e reutilizar. Você pode fazer o que quiser com ele. Pedir permissão é como pedir para guardar uma pedra que alguém acabou de jogar na sua cabeça.

Você não deve nada às empresas. Deve menos do que nada; em especial, vocês não lhes deve gentileza alguma. Elas devem a você. Elas reorganizaram o mundo para se colocarem na sua frente. Nunca lhe pediram permissão; nem pense em lhes pedir a sua.

(tradução: Kika Serra e Francisco Corrêa)

E o novo do Aphex Twin já tá na área!!!

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Desde segunda-feira que a web (e a deepweb) está toda ouriçada com rumores sobre o retorno do Aphex Twin. Estacionado desde 2001, Robert D. James começou a dar pistas de o AT pode estar na área. E para nooossa alegria, Syro, o novo trampo já vazou e aqui já tá rolando nos fones… agradável surpresa até agora!
Na real, sendo de quem é… é possível que o disco de fato não tenha vazado e tenha sido liberado anonimamente pelo próprio James, que já vinha soltando pistas sobre o novo disco desde segunda. Como o link TOR que ele soltou no Twitter na segunda…

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O link foi reproduzido aqui http://syro2eznzea2xbpi.com, mas acessado via Tor mostra a tracklist e os BPMs de cada faixa.
Mas também teve o dirigível com a marca do Aphex Twin, que sobrevoou Londres ontem…

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E o stencil visto esses dias em Nova York…

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Agora é ouvir pra ver qualé né?! Cataê!!!

[Filmetinho do Dia] StormJumper…

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… ou: como se isolar em seu próprio planeta…

[Filmetinho do dia] Um noturno de Lars Von Trier

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Sombrio, escuro, denso… com uma atmosfera sugestiva a um exploitation, as referências à Bergman e Tarkovski são nítidas e o tom de voz da personagem ligam diretamente o jovem Von Trier, ainda estudante de cinema em 1980, ao polêmico criador da Joe de Nymphomaniac de 34 anos depois. Uma mulher aterrorizada pela luz do sol ensaia o medo em um noturno de oito minutos que rendeu o prêmio de melhor curta para Von Trier no Munich International Festival of Film Schools. Distante do ainda impensado Dogma 95, Nocturne é um excelente ensaio sobre as tensões do Von Trier atual…

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