Arquivo da categoria: Arte

Um filme para Elliot Smith…

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Na próxima semana vai rolar durante o Festival de Cinema de San Francisco a premiere de “Heaven Adores You”, documentário de Nicholas Rossi, sobre a vida de Elliot Smith.
Meio que o Nick Drake da minha geração, a imagem de Smith parece que se consolidou mais depois de sua estranha morte em 2003. Apesar da comparação quase inevitável, a distância entre o “River Man” de quatro décadas atrás e o “Figure 8” dos anos 90 é larga. Enquanto Drake se isolava numa depressão quase incapacitaste, Elliot amargava um olhar triste melancólica sobre uma vida excessiva e tumultuada. O doc, que foi produzido pelo Kickstarter desde 2011, promete materiais inéditos e entrevistas com amigos e a irmã de Elliot Smith.

Saca aí o teaser e depois o “Lucky Three: An Elliott Smith Portrait”, um curta com cenas do XO em estúdio, que parece render o mesmo clima…

[Filmetinho do Dia] Nem uma só palavra de amor

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Em 1998, depois de uma briga, Maria Teresa tentava fazer as pazes com o marido. Enrique estava longe e todas as ligações de Maria caíram na secretária eletrônica. Em 2001 o diretor argentino El Niño Rodriguez encontrou a fita com as mensagens em um mercado de pulgas e no ano passado transformou as gravações em um curta: “Ni una sola palavra de amor”.
Talvez o único found footage de verdade da história do cinema, o filme foi premiado, fez sucesso e em agosto encontraram a verdadeira Maria Teresa e seu marido Enrique. Incrível como uma história simples pode ser tão grande…
Saca aqui a entrevista com o casal.

Tally Brown e uma versão improvável de Heroes

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A Factory de Andy Warhol reuniu algumas das figuras mais especiais entre os anos 60 e 70. Entre elas, meio esquecida a diva, cantora de cabaret, Tally Brown. Amiga de outras figuras históricas, como a fotógrafa Diane Arbus, participou do clássico do terror Silent Night, Bloody Night e morreu em 1989, como ícone da cultura LGBT.
Esse ano Tally Brown faria oitenta anos…

The Priest: o encontro de Burroughs e Kurt Cobain

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“Tem algo errado com aquele garoto; ele fica zangado por nada.”William S. Burroughs sobre Kurt Cobain em 1993

Em 1993, Alex Macleod, manager do Nirvana levou Kurt Cobain para conhecer William Burroughs. Reunidos fisicamente os dois conversaram por algumas horas na casa do escritor, em Lawrence, no Kansas. Mas o encontro metafísico dos dois havia acontecido um ano antes, separados por quase 3 mil km de distância.
Em setembro de 1992 Burroughs entrou num estúdio no Kansas para gravar a narração do conto “The Priest, They called him”, publicado em 1973. Dois meses depois, Kurt adicionava a trilha sonora obscura e barulhenta em Seattle. O “encontro” foi registrado num EP de edição limitada em 93.
Nenhum conto de natal jamais foi tão perturbador quanto o do padre viciado em heroína que persegue uma mala de couro no meio de junkyes, tuberculosos, mendigos, mergulhado na microfonia angustiante das canções de natal da guitarra de Kurt Cobain.

PS.: A foto da capa do release é do Gus van Sant.

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No mesmo ano a narração de Burroughs foi transformada num curta, produzido por Francis Ford Copolla.

Banksy no Brasil?

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O ícone pop da arte de rua contemporânea confirmou presença no Festival Concreto, 1º Festival de Arte Urbana que rola em Fortaleza, a partir do próximo dia 15. O grafiteiro britânico, que atualmente passa uma temporada (bem produtiva) em Nova York, informou também que bancará suas passagens e hospedagem – de certo pra garantir o anonimato.
Mas Banksy deve rolar mais como uma atração paralela no festival que tem mais uma pá de gente foda, do Brasil e das gringas… Se liga aí no teaser!

O melhor disco do ano?

Bixiga 70 (2013) - capa

Talvez 2013 não esteja sendo aqueeele ano de lançamentos, de discaços e talz. E não é por conta do contexto, mas o novo do Bixiga 70 já deixou todo mundo pra trás nessa corrida. No Brasil ele já ‘O DISCO’ de 2013, sem dúvida. E lá fora… olha… vai dar as caras nas listinhas de melhores do ano, pode crer!
Então… se não ouvindo ainda, tá perdendo! Saca aí embaixo, ó! Tenho certeza que vai baixar um Ney Matogrosso em você na hora em que ouvir Kalimba.

Mas é claro que dá pra BAIXAR AQUI!

Ah, e se vc é daqueles que tá desligado da música brasileira desde 2011 e ainda não ouviu o primeiro dos caras… dou uma chance!

Os primeiros trailers de Star Wars

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Os trailers da trilogia original, a começar pelo primeiro, Star Wars de 1976, ou episódio IV.
Engraçado como parece que a estratégia de apresentação vai mudando, o primeiro sequer tem a clássica trilha do John Williams e tem um clima mais sombrio, dava até pra esperar um thriller. O segundo já tem uma cara de aventura, com um pouco mais de emoção. Mas no Retorno do Jedi já dá pra se ligar que a pira era “vender” a saga e que a Star Wars Mania já tinha pegado…



Apocalypse Now: O story board da ‘Marcha das Valquírias’

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“Adoro o cheiro de Napalm pela manhã

A célebre frase de Robert Duvall numa das mais antológicas cenas do cinema, quando o Tenente Coronel Kilgore (Duvall) “abre caminho” para o Capitão Willard (Martin Sheen) se embrenhar nas florestas do Vietnã atrás do Coronel Kurtz (Marlon Brando). Uma esquadrilha de helicópteros rompe o pôr-do-sol ao som da Marcha das Valquírias, de Richard Wagner.
Desenhados por Dean Tavoularis, os story boards podem ser vistos como os racunhos do símbolo de uma época, da loucura da guerra, da obra-prima de Francis Ford Coppola.

Segue aí embaixo, mas dá pra ver todos os frames lá no Empire

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Mas não tem nada como ver essa cena, de novo e sempre…
“Romeo FoxTrot, vamos dançar…”

Um filme para Ulay

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Sem data definida, mas ainda este ano, deve sair das mãos do diretor esloveno Damjan Kozole o documentário sobre a vida e obra do artista performático alemão, Ulay. Hoje com 70 anos, Frank Uwe Laysiepen, que enfrenta um câncer desde 2011, tem seu nome colado à Marina Abramovich. O documentário The Artist Is Present, lançado ano passado rendeu extensas homenagens à Marina e carregou junto o nome de Ulay. Os dois, que foram casados e produziram exaustivamente de 1976 à 1989, protagonizaram uma das cenas mais bonitas e simbólicas da arte contemporânea, quando se reencontraram durante a mais recente exposição de Marina no MOMA, em 2010. A cena, que sintetizou a vida e a obra de Marina, deu a deixa para entrarmos na vida de Ulay. O trailer já tá aí…

Pra quem ainda não a viu a cena de Ulay e Marina, saca aí e se anima pra ver o doc. Além de bonita vai tornar isso ainda mais profundo. Aí vai o torrent…

© 2010 Scott Rudd www.scottruddphotography.com scott.rudd@gmail.com

David Lynch em mais um pesadelo sonoro

David Lynch - The Big Dream

Parece que Mr. Lynch enveredou de vez pelas bandas sonoras e promete mais um disco pra meados de julho. The Big Dream já tem teaser e vai dando as caras. Depois do estranho e surpreendente Crazy Clown Time, de 2011, TBD parece um pouco mais convencional e ao mesmo tempo mais contemporâneo. Assim como no cinema, na música lynch divide o público em amor ou ódio. Então é esperar até julho (ou até a primeira vazada) e… bons pesadelos.

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