Arquivo da categoria: Cinema

De Volta para o Futuro e as Torres Gêmeas. Mas hein?!

BTTF1

A essa altura do dia você já deve saber que hoje é o dia em que Marty McFly chega ao futuro na segunda parte de De Volta para o Futuro II. Lógico que isso ia virar meme e uma galera já deixou recados pra que o McFly rembarcasse no DeLorean e desse meia-volta para o passado, porque né, 2015 tá foda! Ou, há quem diga, eu foi parado em CWB com a carteira vencida há trinta anos.

Mas aí que, nessa terra de neurônios frutíferos e desocupados que é a internet, esse maluco do canal BarelyHuman11, encontrou evidências em De Volta… que previam a queda das Torres Gêmeas em 11/9/2001, o famigerado 9/11. Com uma dose pesada de sincromisticismo na mente, em doze minutos esse vídeo pode te convencer de que Robert Zemeckis é a Mãe Diná de Hollywood.

Mas falando sério, esse mês estreou o filme novo de Zemeckis, A Travessia. Num clima de aventura e suspense o filme narra a façanha do equilibrista francês Philipe Petit, que em 1974 caminhou entre as torres gêmeas do World Trade Center, através um cabo de aço, sem equipamentos de segurança.

Mas e o que isso tem a ver com o filme de 1985 do mesmo Zemeckis? Segundo a galera lá do UOL, muito. Foi lá que o Lufe Steffen cravou essa: “A Travessia é uma lente de aumento em cima de uma única sequência de De Volta: o clímax final”. Faz todo sentido, até porque reviver cenas, ideias, sentimentos… são recorrentes no cinema, desde homenagens até as cópias mais descaradas.

monty2

Mas aí você viu o vídeo lá em cima e deve estar se perguntando, por quê diabos esse cara foi fazer um filme sobre as Torre Gêmeas trinta anos depois? Hein?

Mãe Diná, feras! Mãe Diná.

mae-dinah-uma-cerveja-por-favor

Anúncios

Orgulho e Preconceito e Zumbis

prideprej

Estão aí o poster e o trailer de Orgulho e Preconceito e Zumbis, filme de Burr Steers – mesmo diretor de “A estranha família de Igby” – que deve chegar aos cinemas em janeiro. Sim, é uma adaptação de Jane Austen com sangue, pancadaria e zumbis. E aí?! Qual vai ser dessa parada, hein?

Jonny Greenwood chegando do Rajastão

Junun

Junun é o nome disco e filme que brotarão lá na Índia no mês que vem, das mãos de Jonny Greenwood e Paul Thomas Anderson. Na empreitada, o guitarrista do Radiohead e o diretor de Magnolia se juntam ao músico israelense Shye Ben Tzur e ao grupo Rajasthan Express. Nigel Godrich também dá as caras no projeto que já tem faixas disponíveis lá na página oficial do filme, dentro do serviço de stream Mubi, onde deverá ser lançado no dia 13/11. O filme deverá ser uma espécie de documentário sobre a produção de três semanas, quando os músicos foram hóspedes do marajá de Jodhpur em Mehrangarh.
Saca o trailer aí embaixo…

O verdadeiro Don Draper?

Captura de Tela 2015-04-27 às 19.31.32

Uma das melhores séries que eu já vi está chegando ao fim. Mad Men tá nas finaleiras e apontando o fundo do poço na saga de Don Draper. Uma mistura de decadência e glória de um self made man da Madison Avenue dos anos 60. Charmoso, rico, publicitário genial, alcoólatra e completamente perdido num mundo inventado por ele mesmo. Um dos melhores personagens já criados para a TV.
Mas eis que a VICE achou um cara que pode ser Draper em carne e osso, George Lois. O cara que transformou empresas como Xerox e Tommy Hilfiger em nomes de sucesso. Responsável pelo design de 92 capas célebres da Esquire e uma figura tão controversa quanto o paralelo ficcional.

O AMOR de Gaspar Noé… esperma, fluídos e lágrimas.

Love

Eis que está confirmado o lançamento de LOVE, o novo filme de Gaspar Noé, dentro do festival de Cannes no mês que vem. A imagem aí de cima é o primeiro pôster e o segundo, que tá aí embaixo, já começou a polêmica esperada após ser banido do Facebook. Não precisa de explicação, né?!
E é claro que Gaspar Noé sem muita treta não seria normal. Aliás, muito mimimi conservador é o que se espera a cada longa do argentino. O negócio é que ele se arrisca em seus exageros e a gente curte, e muito… a começar pela sinopse bastante sugestiva do filme:

“AMOR ocorre para além do bem e do mal. AMOR é uma necessidade genética. AMOR é um estado alterado de consciência. AMOR é uma droga pesada. AMOR é uma doença mental. AMOR é um jogo de poder. AMOR é superar a si mesmo. AMOR é uma luz ofuscante. AMOR é esperma, fluidos e lágrimas. O AMOR é um melodrama sexual sobre um menino, uma menina e outra garota.”

A produção deve aparecer ou pouquinho mais na mídia brasileira dessa vez, já que tem brasileiro na produção, com a RT Features, responsável também por Frances Ha, Cheiro do Ralo e Abismo Prateado. Mas aparentemente essa participação é executiva e tem mais a ver com grana do que com criação, já que a produtora do diretor, Les Cinemas de La Zone, assina o filme junto ainda com a distribuição da francesa Wild Bunch.
Mês passado Noé deu um toque pra revista Marfa Journal, sobre o que vem com LOVE:

O filme que eu estou terminando vai ser muito incomum, porque é uma história de amor em 3D. Mas todos os elementos já foram vistos mais de cem vezes em diferentes filmes. É apenas a mistura que vai torná-lo diferente. […] Vai estar mais perto da vida que eu realmente conheço. […] A única violência em todo o filme é a forma como as pessoas que estão loucamente apaixonadas se insultam. […] Com o meu próximo filme espero que os meninos tenham ereções e as meninas fiquem molhadas.

Enfim, preparem seus óculos 3D…

ob_611fd3_love6

Wes Anderson centralizado

Wes Cnetereed

Kogonada é um cara com um canal no Vimeo que faz uma série de vídeos com recortes bem interessantes sobre filmes e cineastas. É o mesmo cara que fez o Kubrick One-Point Perspective.
Dessa vez o cara fez um sobre o Wes Anderson e suas centralizações.
Esses recortes podem parecer coisa de desocupado mas no fim das contas são uma batia análise fílmica. Detalhes como esses exploram as dimensões dos diretores, objetivos, cores, conceitos, ideias… Faz muita gente observar os filmes com um novo olhar.
Como por exemplo entender que o as centralizações do Wes Anderson conseguem esvaziar o espaço ao redor, por mais complexo que ele seja…
Dá um pulo lá no canal do cara, tem mais coisa massa com Bresson, Ozu, Malick, Linklater…

[Filmetinho do Dia] StormJumper…

Captura de Tela 2014-08-19 às 06.00.33

… ou: como se isolar em seu próprio planeta…

[Filmetinho do dia] Um noturno de Lars Von Trier

Captura de Tela 2014-05-04 às 19.12.31

Sombrio, escuro, denso… com uma atmosfera sugestiva a um exploitation, as referências à Bergman e Tarkovski são nítidas e o tom de voz da personagem ligam diretamente o jovem Von Trier, ainda estudante de cinema em 1980, ao polêmico criador da Joe de Nymphomaniac de 34 anos depois. Uma mulher aterrorizada pela luz do sol ensaia o medo em um noturno de oito minutos que rendeu o prêmio de melhor curta para Von Trier no Munich International Festival of Film Schools. Distante do ainda impensado Dogma 95, Nocturne é um excelente ensaio sobre as tensões do Von Trier atual…

Um filme para Elliot Smith…

HeavenAdoresYou_ElliottSmith3

Na próxima semana vai rolar durante o Festival de Cinema de San Francisco a premiere de “Heaven Adores You”, documentário de Nicholas Rossi, sobre a vida de Elliot Smith.
Meio que o Nick Drake da minha geração, a imagem de Smith parece que se consolidou mais depois de sua estranha morte em 2003. Apesar da comparação quase inevitável, a distância entre o “River Man” de quatro décadas atrás e o “Figure 8” dos anos 90 é larga. Enquanto Drake se isolava numa depressão quase incapacitaste, Elliot amargava um olhar triste melancólica sobre uma vida excessiva e tumultuada. O doc, que foi produzido pelo Kickstarter desde 2011, promete materiais inéditos e entrevistas com amigos e a irmã de Elliot Smith.

Saca aí o teaser e depois o “Lucky Three: An Elliott Smith Portrait”, um curta com cenas do XO em estúdio, que parece render o mesmo clima…

Uma série de comerciais de sabonete dirigidos por Ingmar Bergman?

UNKNOWN_1960s_Ingmar_Bergman_on_couch

Em 1951 a indústria cinematográfica sueca entrou em greve para protestar contra os altos impostos no setor de entretenimento. Bergman, que aos 33 anos já tinha dirigido nove filmes, assinou contrato para fazer uma série de comerciais para “Sabonetes Bris”. Essa curta passagem pela publicidade rendeu uma série de oito comerciais. Reza a lenda que a única imposição feita a Bergman era de inserir no texto algumas frases que garantiam que o sabonete Bris eliminava bactérias.
Considerados os limites de tudo nessa história bizarra, o resultado da empreitada são oito microfilmes cheios de referências. Desde o primeiro, com um plano seqüência explorando os vários níveis do cenário. Animações e encenações no melhor estilo de Georges Melies. Um mini experimento 3D, lanterna mágica… enfim, pequenos passos arriscados de um diretor que pouco vimos pra além do drama. Saca aí que vale… Tá tudo em sueco, mas rola.

%d blogueiros gostam disto: