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E vazou o novo disco da Björk…

Björk

Dois dias depois de anunciar em Facebook que um novo disco estava à caminho, vazou Vulnicura, o novo disco da Björk. As datas de turnê também já estão definidas… Então, será que é o disco mesmo ou Mrs. Guðmundsdóttir deu uma de Aphex Twin e mandou um faKe pra despistar a galera? Enfim… é ouvir pra ver qualé… cataê!!!

Bjork

Joe Sacco, Charlie Hebdo e essa tal liberdade de expressão…

Sacco on Hebdo

Desde que o massacre de Paris aconteceu, o primeiro tiro de reação, principalmente da grande mídia, foi colocar a liberdade de expressão sob sua tutela, como uma refugiada correndo risco de morrer a qualquer instante. E, pra variar, o debate se ancorou por aí. Particularmente, ainda estou procurando uma relação direta entre uma agressão injustificável e o direito de expressão. Não me aparece em qualquer viés que o livre discurso esteja em risco, parece mais que a necessidade da afirmação de certas idéias é que de fato estão.
A capa dessa semana do Charlie parece isso, uma necessidade de não se render a um outro ponto de vista, que lhe garanta o direito de ofender. Sem fazer coro com aqueles que entortaram ainda mais a questão e pintaram o Charlie Hebdo de racista, xenófobo e etc… ainda me pergunto: qual a necessidade de insistir em travar uma cruzada, intransigente, agressiva e depreciativa contra um ideário distinto? Não a toa algumas figurinhas daqui se agilizaram em comparar-se aos cartunistas assassinados e adotaram a liberdade de imprensa como criança abandonada, afinal, o discurso é o mesmo dos franceses.
Acreditar que a liberdade do mundo todo está ameaçada por um punhado de loucos é insano, é como autorizar uma nova cruzada contra os islã. Grupos extremistas existem, suas mortes também, mas sua ameaça global não. Sua religião agora foi tornada algoz da liberdade como se não houvesse pelo menos mil anos de história política nesse meio campo. É mais fácil calar do que compreender, foi assim que agiram os malucos dos fuzis. Agora, troque calar por fazer chacota, dá no mesmo.
Esse episódio ainda não acabou, ele só inaugurou o ano, ainda tem muito o que falar e pensar sobre ele. Mas pra arrematar ao menos o sentimento que me causa, Joe Sacco, cartunista que reportou a Palestina em quadrinhos, sintetizou qual o sentimento mais enaltecido nesses dias de sangue: a ignorância. Segue aí o quadrinho e a tradução tradução logo abaixo.

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SOBRE A SÁTIRA – por Joe Sacco

Minha primeira reação aos assassinatos no escritório do Charlie Hebdo em Paris não foi de uma provocação audaciosa. Não me deu vontade de sair por aí batendo em peito e reafirmando os princípios da liberdade de expressão.

Minha primeira reação foi de tristeza. Pessoas foram brutalmente mortas, dentre elas diversos cartunistas – minha tribo.

Mas junto com o pesar vieram pensamentos sobre a natureza de algumas sátiras do Charlie Hebdo. Enquanto pentelhar os muçulmanos possa ser tão permissível quanto cremos ser perigoso atualmente, nunca me pareceu como nada mais do que uma maneira insípida de usar a caneta.

Será que eu posso brincar disso também? Claro, eu poderia desenhar um homem negro caindo de uma árvore com uma banana em uma das mãos – na verdade, eu acabei de fazer isso. Eu tenho a permissão para ofender, certo?

Incidentalmente, você sabia que o Charlie Hebdo demitiu um jornalista – Maurice Sinet, procure por ele – por supostamente escrever uma coluna antissemita?

Então, com isso em mente, aqui está um judeu contando dinheiro nas entranhas da classe trabalhadora. E se você consegue entender a ‘piada’ agora, ela teria sido tão engraçada assim em 1933?

Na verdade, quando a gente ‘desenha uma linha’, estamos ‘cruzando’ outra também. Porque linhas em um papel são uma arma, e a sátira deve cortar na carne. Mas na carne de quem? E qual é exatamente o alvo? E por quê?

Sim, eu confirmo nosso direito de “tirar sarro” – então eis um desenho gratuito de um autêntico fiel fazendo o trabalho de Deus no deserto. Mas talvez quando a gente se cansar de andar por aí com o dedo indicador em riste possamos pensar no por quê do mundo estar do jeito que está.

E no que acontece com o muçulmanos neste nosso tempo e lugar que faz com eles não consigam desencanar de uma simples imagem.

E se a gente responder “Porque existe algo fundamentalmente errado com eles”- certamente existia algo fundamentalmente errado com os assassinos – então deixem-nos leva-los das casas deles até o mar… porque isso seria bem mais fácil do que ficar decidindo como poderíamos encaixar-nos uns nos mundos dos outros.

Roubado lá do Trabalho Sujo

Taking the piss: o quadrinho do Banksy

banksy

Em 2005 Bansky lançou um livro, Cut It Out. Entre textos, trampos e fotos, havia um manifesto contra a publicidade ganhou notoriedade.
Essa semana, a galera do Zen Pencils, que faz quadrinhos com frases celebres, catou o manifesto do Banksy e o transformou em quadrinhos e o resultado segue aí…

A tradução do manifesto segue lá embaixo e se vc quiser o livro, cata aqui!

Banksy - Zen Pencils

Há pessoas tirando onda com sua cara diariamente. Elas se metem na sua vida, dão um golpe baixo e logo desaparecem. Elas te espreitam de cima de edifícios altos, fazendo com que você se sinta pequeno. Elas te provocam dentro do ônibus, insinuando que você não é suficientemente sexy e que toda diversão está rolando em outro lugar. Elas estão na televisão, fazendo sua namorada se sentir insegura com suas imperfeições. Elas têm acesso à mais sofisticada tecnologia que o mundo já viu e te intimidam com isso. São os “Anunciantes” e estão rindo de você.

Você, contudo, é proibido de tocá-los. Marcas registradas, direitos de propriedade intelectual e leis de copyright significam que anunciantes maldosos podem dizer o que quiserem, onde quiserem, com total impunidade.

Que se fodam. Qualquer anúncio em espaço público, que não dê a você a opção de vê-lo ou não vê-lo, lhe pertence. É todo seu, para pegar, reorganizar e reutilizar. Você pode fazer o que quiser com ele. Pedir permissão é como pedir para guardar uma pedra que alguém acabou de jogar na sua cabeça.

Você não deve nada às empresas. Deve menos do que nada; em especial, vocês não lhes deve gentileza alguma. Elas devem a você. Elas reorganizaram o mundo para se colocarem na sua frente. Nunca lhe pediram permissão; nem pense em lhes pedir a sua.

(tradução: Kika Serra e Francisco Corrêa)

E o novo do Aphex Twin já tá na área!!!

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Desde segunda-feira que a web (e a deepweb) está toda ouriçada com rumores sobre o retorno do Aphex Twin. Estacionado desde 2001, Robert D. James começou a dar pistas de o AT pode estar na área. E para nooossa alegria, Syro, o novo trampo já vazou e aqui já tá rolando nos fones… agradável surpresa até agora!
Na real, sendo de quem é… é possível que o disco de fato não tenha vazado e tenha sido liberado anonimamente pelo próprio James, que já vinha soltando pistas sobre o novo disco desde segunda. Como o link TOR que ele soltou no Twitter na segunda…

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O link foi reproduzido aqui http://syro2eznzea2xbpi.com, mas acessado via Tor mostra a tracklist e os BPMs de cada faixa.
Mas também teve o dirigível com a marca do Aphex Twin, que sobrevoou Londres ontem…

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E o stencil visto esses dias em Nova York…

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Agora é ouvir pra ver qualé né?! Cataê!!!

Amanhã é o dia do novo do Nação Zumbi…

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Tá prometido pra amanhã o lançamento do novo disco do Nação Zumbi. Sete anos distante do anterior, Fome de Tudo (2007), o álbum que vem batizado só com o nome da banda é mais um fruto do projeto Natura Musical e tem Kassin assinando a produção.
Enquanto não vaza, dá pra sentir o clima do Nação 2014 com Cicatriz, o single do disco, que teve clipe lançado domingo passado…

HIATO: um documentário sobre o primeiro rolezinho em 2000

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Em agosto de 2000 um grupo de manifestantes organizou uma ocupação em um grande shopping da zona sul carioca. Em 2008 o diretor Vladimir Seixas reencontrou os sem teto que organizaram o rolê de mais de duas mil pessoas. Com entrevistas e imagens da cobertura feita pela TV, HIATO taí pra mostrar que rolezinho não é novidade e preconceito também não.
Há uma diferença nos objetivos dos eventos de 2000 e dos atuais, mas não tem como negar que o efeito é o mesmo. Enquanto o primeiro foi um recado, o segundo é a tomada do espaço. Não dá pra esquecer que os rolezinhos começaram a ser organizados porque os bailes funis foram proibidos. É sempre uma resposta.
Impossível não comparar o rolezinho com o Occupy Wall Street, ambos são violentos por serem pacíficos, porque não infringem as regras, exceto as regras invisíveis da discriminação.

PS.: O quadro do Angeli ali em cima foi na veia, né não?!

Uma hora de David Bowie…

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Um showzinho para comemorar os 67 de Mr. David Bowie.
Gravado em Berlim em 2002, com setlist de músicas do disco daquele ano, Heathen e algumas clássicas, como uma das mais bonitas verões ao vivo de Heroes…
Deixa rolar aí mas dá uma atenção especial lá nos 26min30seg que vale…

Feliz Aniversário, Mr.Bowie.

The Priest: o encontro de Burroughs e Kurt Cobain

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“Tem algo errado com aquele garoto; ele fica zangado por nada.”William S. Burroughs sobre Kurt Cobain em 1993

Em 1993, Alex Macleod, manager do Nirvana levou Kurt Cobain para conhecer William Burroughs. Reunidos fisicamente os dois conversaram por algumas horas na casa do escritor, em Lawrence, no Kansas. Mas o encontro metafísico dos dois havia acontecido um ano antes, separados por quase 3 mil km de distância.
Em setembro de 1992 Burroughs entrou num estúdio no Kansas para gravar a narração do conto “The Priest, They called him”, publicado em 1973. Dois meses depois, Kurt adicionava a trilha sonora obscura e barulhenta em Seattle. O “encontro” foi registrado num EP de edição limitada em 93.
Nenhum conto de natal jamais foi tão perturbador quanto o do padre viciado em heroína que persegue uma mala de couro no meio de junkyes, tuberculosos, mendigos, mergulhado na microfonia angustiante das canções de natal da guitarra de Kurt Cobain.

PS.: A foto da capa do release é do Gus van Sant.

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No mesmo ano a narração de Burroughs foi transformada num curta, produzido por Francis Ford Copolla.

The Zero Theorem: a volta de Terry Gilliam

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A cabeça genial de “Os 12 macacos”, “Brazil” e “Dr. Parnassus” está de volta. E no melhor das suas combinações: a fantasia e a ficção científica. O ex-Monthy Python, Terry Gilliam, lançou esse ano no festival de Veneza, The Zero Theorem.
Não bastasse ser o novo filme do Gilliam, ainda traz como protagonista o desgraçado do Cristoph Waltz. E o trailer ainda tem uma versão curiosa de Creep. Saca aí e alimenta a ansiedade, porque deve rolar só em 2014…

Banksy no Brasil?

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O ícone pop da arte de rua contemporânea confirmou presença no Festival Concreto, 1º Festival de Arte Urbana que rola em Fortaleza, a partir do próximo dia 15. O grafiteiro britânico, que atualmente passa uma temporada (bem produtiva) em Nova York, informou também que bancará suas passagens e hospedagem – de certo pra garantir o anonimato.
Mas Banksy deve rolar mais como uma atração paralela no festival que tem mais uma pá de gente foda, do Brasil e das gringas… Se liga aí no teaser!

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