Arquivo da categoria: Notícias

E vazou o novo disco da Björk…

Björk

Dois dias depois de anunciar em Facebook que um novo disco estava à caminho, vazou Vulnicura, o novo disco da Björk. As datas de turnê também já estão definidas… Então, será que é o disco mesmo ou Mrs. Guðmundsdóttir deu uma de Aphex Twin e mandou um faKe pra despistar a galera? Enfim… é ouvir pra ver qualé… cataê!!!

Bjork

HIATO: um documentário sobre o primeiro rolezinho em 2000

1185488_10151920448173660_359794945_n

Em agosto de 2000 um grupo de manifestantes organizou uma ocupação em um grande shopping da zona sul carioca. Em 2008 o diretor Vladimir Seixas reencontrou os sem teto que organizaram o rolê de mais de duas mil pessoas. Com entrevistas e imagens da cobertura feita pela TV, HIATO taí pra mostrar que rolezinho não é novidade e preconceito também não.
Há uma diferença nos objetivos dos eventos de 2000 e dos atuais, mas não tem como negar que o efeito é o mesmo. Enquanto o primeiro foi um recado, o segundo é a tomada do espaço. Não dá pra esquecer que os rolezinhos começaram a ser organizados porque os bailes funis foram proibidos. É sempre uma resposta.
Impossível não comparar o rolezinho com o Occupy Wall Street, ambos são violentos por serem pacíficos, porque não infringem as regras, exceto as regras invisíveis da discriminação.

PS.: O quadro do Angeli ali em cima foi na veia, né não?!

Um filme para a Power Glove, a vovó dos kinetic games

1368378429096

Em 1989 a Nintendo dava um passo para o futuro dos games e dois para a frustração dos gamemaníacos. Para turbinar as vendas do NES a gigante japonesa lançou a Power Glove um controle sensível ao movimento e precussora dos jogos sem joystick. Apesar de ser vendida à época por menos de US$ 100,00, a complicação pra usar o equipamento e a baixa popularidade dos jogos compatíveis abandonou o brinquedo no fracasso comercial. Mas, numa época de consumo retrô, eis que a Power Glove ressurge e vai até ganhar documentário.
Nesses mais de 20 anos, muita gente ainda se dedicou à luva da Nintendo e deu a ela novas utilizações, desde acessório fashion, até player de música, como fez o DJ SideBrain.
Agora um trio de nerds viciados em games resolveu fazer um documentário pra homenagear “a luva”. O doc tá em produção, parece que “The Power of Glove” sai ainda esse ano e promete…

Tudo seco numa borrifada…

neverwet-hed-2013

Não é feitiçaria, é tecnologia. É o que promete o NeverWet, um spray que torna tudo impermeável. Pra além de impermeável o produto ainda se promete anti-corrosivo, anti-bacteriano e anti-congelante… Um desse pra passar nos tênis durante o inverno na joinvilândia era uma!

Pra onde vão as bikes no Japão?

have_you_ever_wondered_where_all_the_bicycles_are_parked_in_japan_01

Ah, o Japão… a wonderland tecnológica. Enquanto por aqui as bikes ainda disputam espaço contra carros e buzões pelas estradas, no Japão já existe a Terra do Nunca das bikes. Um sistema de estacionamento subterrâneo que guarda sua bike das intempéries e das mãos suaves. Saca o vídeo pra entender melhor…

Aí sim! Curtiu? Tem mais info aqui

9011547810_b40fc2e377_o
9010365501_40ae4c655e_o

Simpsons X Breaking Bad

546047_450565218359509_901747978_n

Acabei de postar a imagem acima lá no Feice, e aí que o Trabalho Sujo linkou esse teaser da FOX com os Simpsons num Breaking Bad Style. Muito massa. E como lembrou o Mathias, BB só volta em junho. Logo logo acho que vou começar uma contagem regressiva… A Season Finale do Mr. White tem tudo pra ser épica!

E olha o novo do Hurtmold dando as caras…

hurtmold

“Mil crianças” deve rolar em alguns dias. Tem show de lançamento marcado pro dia 15 em Sampa.
Mas “Chavera” já vai dando um toque do que vem por aí.

Aproveitando a onda… já viu o minidoc dos caras sobre a turnê na Bélgica?
Agatha Christie foi captado no final do ano passado quando a banda passou por Bruxelas e Leuven. Saca aí!
Via Trabalho Sujo.

Pára o mundo que… ele tá no lugar errado e na hora errada.

Silva e Minotauro

Ontem o Sakamoto deu uma certeira (pra variar) sobre a agressão que um jovem de 27 anos sofreu de dois homens na última segunda, em São Paulo. A motivação homofóbica de sempre, a covardia de sempre e os personagens de sempre. O agredido, um homossexual (agredido por ser homossexual). Os agressores, um empresário e um personal trainer de 25 e 27 anos (classe média em cada sulco da impressão digital).
A história vai se repetindo, assim como as reações, como as que o próprio Sakamoto destacou no texto:
“Foi agredido, apanhou. Apanhou de besta. Se tivesse seguido o caminho dele não teria apanhado.”
“Foi uma agressão normal, como qualquer tipo de outra agressão que acontece no trânsito de São Paulo.”
“Ele mexeu com as pessoas erradas, no lugar errado, no momento errado. E foi agredido. Aprende, nunca mais mexe com ninguém na vida.”

E até aí eu concordo com o Sakamoto. Até aí porque lá nas finaleiras ele dá uma dentro e uma fora:
“Por fim, como aqui já disse Claudio Picazio, psicólogo, especialista em sexualidade e violência doméstica, o homem precisa começar a entender que tem direito ao afeto, às emoções, a sentir. Passar a ser homem e não macho. O homem é programado, desde pequeno, para que seja agressivo. Raramente a ele é dado o direito que considere normal oferecer carinho e afeto para outro amigo em público. Manifestar seus sentimentos é coisa de mina. Ou, pior, é coisa de bicha. E bicha tem que ser exterminada pois subverte a figura que se espera do homem.
Bruno, Diego, já passou da hora de vocês saírem da sua zona de conforto e começarem a viver sem medo. É duro ouvir isso, mas o mundo não gira em torno dos pênis de vocês. Agora vai depender da competência do advogado caro que suas famílias irão contratar, mas – sinceramente – espero que fiquem o tempo suficiente longe do convívio social para poderem pensar e refletir bastante a respeito.”

Isso aqui não é não é necessariamente uma crítica ao texto ou a opinão, eu concordo. Mas eu fico cá no meu mundinho de 13 polegadas pensando se é essa a resposta que uma atitude dessas merece.
Comentários net afora em solidariedade ao rapaz agredido, tem – seguidos das doces mensagens de apoio – petardos como “apodreçam na cadeia”, “tem que matar uns caras assim” e por aí vai. E dá pra se incluir fácil nesse time, ou vai dizer que você que se indignou a notícia também não teve, escorregando pela mente, uma pontinha de desejo de vingança. É mais ou menos isso que eexpressa a imagem que ilustra o post, que circula nas redes sociais com a legenda: “Homofóbico: Vai lá, chama de veado.” [Pra quem não reconheceu, os dois da foto são os campeões de MMA, Anderson Silva e Rodrigo Minotauro.] Ou seja, “não vem com agressão pra mim, que eu tenho as mesmas armas que você”.
A resposta do Sakamoto, assim como acho que a minha seria, é aquela que pode ser tão reacionária quanto a agressão, cabe dentro dos limites da aceitação, mas que deseja uma certa dose de violência como resposta. O olho por olho.
Por agora eu vou morrer na pergunta, porque tenho certeza que sozinho eu não acho a solução: é essa a resposta que atitudes como essa merecem? E lógico que atos como esse não podem passar impune. Mas um problema que tem origem “nessa sociedade” não pode encontrar sua solução “nessa sociedade”, se é que me entendem. Essa solução talvez exija um pouco mais além de leis e dispositivos criados pelo mesmo sistema que criou o problema.
Mas esse texto é sobre a “ciência da persistência versus a preguiça e a descrença” e talvez BNegão esteja mesmo certo e o processo seja lento, mas ele precisa de neurônios, não de músculos.

Os fãs de Radiohead e mais um ‘DVD’ colaborativo…

Radiohead Roseland

Seguindo a onda do Projeto Raindow, que compilou os vídeos das câmeras e celulares dos fãs durante a passagem do Radiohead pelo Rio e Sampa em 2009, um grupo de Nova York lançou essa semana o show dos ingleses de 2011, da turnê do The King of Limbs no Roseland Ballroom.
A fórmula é a mesma, colaborativa e multi câmeras, mas com o áudio de fonte única. E a distribuição segue a regra, dá pra baixar os .VOBs do DVD, a arte e mais alguns penduricalhos tudo de graça lá no blog da produção.
Ou dar play e vidrar em quase duas horas de RDHD ao vivo… porque a gente nuca cansa.
Mas é claro que eu não posso deixar de dar uma lambida no Raindown antes de sair. A idéia, original e que motivou isso tudo – da qual eu participei enviando meu videozinho e que já virou até trabalho acadêmico de conclusão de curso – não é só um pontapé de criatividade, mas é também um fenômeno da cultura contemporânea. Assim como o Radiohead cutuca frequentemente o mercado fonográfico, os reflexos nos fãs da banda puxaram o tapete da distribuição audio-visual e da criação de conteúdo multimídia, principalmente (ou quase unicamente) na internetz.
Um pouco antes de se despedir, Chico Science dizia que nós entrávamos num período em que estávamos prestes a consumir a música feita por moleques cerrados em seus quartos. Assim como David Lynch aponta para o futuro do cinema. Acontece que isso já acontece. O clichê do futuro é agora, é um tanto quanto nonsesse prum muleque de 15 ou 16 anos, já que o presente mal dá tempo dele lembrar o passado.
Mais interessante ainda é que idéias colaborativas como a do Raindown e do DVD Roseland se dão a partir de uma banda icônica, que mudou o contexto musical recente e as bases da música pop mundial e advém de um disco que foi distribuido de graça na rede e outro que abdicou do formato físico. E ambos se tornam registros históricos no clique do video stream.
E em tempos de TeraPixels e Full Glacê HD o Raindown é um marco de um período em que se consome o próprio cotidiano via Estragam e o sonho de consumo é a fama. Mas é o outro lado da moeda. Onde consumimos nossa própria produção – essa é a parte boa.
Pra quem acompanhou isso de perto (ou leia-se, esteve vivo e conectado nos últimos dez anos) viu que passamos de andróides paranóicos a travessas giratórias e hoje “Aqui estamos nós / Para baixar seus preços / Te darmos de comer aos cães / pro Daily Mail”.

Que tal ir desligando a quarta com uma playlist do Massive Attack?

Na semana passada DaddyG e 3D preparam uma mix para o programa 6MIX, da BBC6.
Na lista, além de algumas favoritas, faixas que inspiraram o mítico Blue Lines.
Confere a sequência aí e dá play… ou baxaê!
Vi aqui.

TRACKLISTING

01. Pink Floyd – On The Run [Eagle Vision]
02. Kraftwerk – Musique Non-Stop [EMI]
03. Massive Attack & Mos Def – I Against I [Virgin]
04. Addison Groove – Savage Henry [50 Weapons]
05. Burial – South London Boroughs [Hyperdub]
06. Massive Attack – Angel (Remix) [Virgin]
07. Gang of Four – At Home He’s A Tourist
08. The Phenomenal Handclap Band – Baby [Truth and Soul Records]
09. Massive Attack – Karmacoma (Remix) [Virgin]
10. The Bug vs. The Rootsman – Killer (feat. He-Man) [Rephlex]
11. Khan – Tehran [Punch Drunk]
12. Man Parrish – Hip Hop Be Bop (Don’t Stop) [Polydor]
13. Flying Lotus – Unknown
14. Kanye West & Booka Shade – Monster Vs In White Rooms [Roc-A-Fella/Get Physical Music]
15. Jallanzo – Rockin’ Reggae [Charmax Music]
16. Omar Perry – Boom Town [Makasound]
17. Hempolics – Serious [Reggae Roast Records]
18. Mr. Vegas – Mus Come A Road
19. DUB TERMINATOR – Give Praise (feat. Ras Stone) [Green Queen Music]
20. Jumpshot – Headstrong (Lion Dub Hood Refix) (feat. Jahda) [Hoodfamous Musi]
21. Rico Tubbs – Trap Muzik Sounds Better With You [Free Download]
22. Björk – Venus As A Boy (Parker Refix) [One Little Indian Ltd]
23. B. Dub – Kingdom
24. Isaac Hayes – Bumpy’s Lament
25. Eddie Harris – It’s Alright Now [Resist]
26. Unknown – McKay (Mr Benn Refix)
27. Glen Brown – No More Slavery (Atomic Edit) [Trojan]

::::::

%d blogueiros gostam disto: