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O que rolou com o Lee Ranaldo no Brasil…

Semana passado o sônico Lee Ranaldo esteve em BH para apresentar o projeto Sight Unseen, parceria com a esposa Leah Singer. Tão aí os vídeos do que rolou… teve até maracatu!

Emicida e o ‘dedo na ferida’…

“Antes de mais nada, somos todos Eliana Silva, certo? Levanta o seu dedo do meio para a polícia que desocupa as famílias mais humildes, levanta o seu dedo do meio para os políticos que não respeitam a população e vem com ‘noiz’ nessa aqui, ó.”

A frase aí de cima foi o estopim da parada que levou o Emicida a prestar esclarecimentos na DP em BH. Acho que todo mundo já viu a treta que deu… mas pra quem ainda não viu pula lá no blog do cara.
Pra variar, a história se repete. Não bastasse reprimir, o BO ainda “aumenta” as coisas…
Só pra deixar o recado: a rua é nóiz! Acho que essa frase cada vez diz mais e só reafirma o rap como ferramenta de emancipação.
Mas e aí, será que a parada continua? Afinal Emicida não é Rita Lee
Segue aí embaixo o vídeo da declaração do Emicida na abertura do show e o bizarro BO.

BO – “Senhor Delegado,

Nesta data, ocorreu um evento na Av. Afonso Vaz de Melo, próximo a PUC de Barreiro, conforme ordem de serviço nº 306812/41º BPM, acordado entre o comando e organização do evento, denominado “Palco Hip Hop”, onde vários artistas gênero se apresentaram, dentre os quais destacamos a participação do presente conduzido de codinome “Emicida”, este na abertura do seu show, proferiu os seguintes dizeres: “eu apoio a invasão do terreno “Eliana Silva”, região do Barreiro, tem que invadir mesmo, levantem o dedo do meio para cima, direcione aos policiais, pois todos esses tem que se fuder. Vale a pena lembrar que o público presente estava em grande quantidade e tais declarações objetivavam insuflar o público contra os policiais militares que estavam de serviço no evento, que colocou em risco a integridade física dos policiais militares e dos envolvidos no evento. Diante do exposto, esperamos que o cantor Emicida terminasse o seu show, oportunidade em que foi dado voz de prisão ao autor pelo crime de desacato, sendo garantido seus direitos constitucionais. Conduzimos o referido a delegacia regional de Barreiro para as providências que couber o fato. Ressalto que a testemunha Evandro Roque de Oliveira irmão do autor e o senhor Elcio Pacheco o advogado do conduzido.”

[MiniDoc] Como se fabricam marginais e a onda facistóide que avança no país…

Tem um clima facistóide se espalhando pelo país. Ontem a PM entrou em conflito contra estudantes da USP, quando deteve, dentro do campus, três estudantes que estariam fumando maconha. Desde o início da semana camelôs tem suas manifestações “contidas” pela polícia, pelo direito de manter sua feira durante a madrugada na região do Brás, em São Paulo.
A marginalização e a crimanlização de condutas alternativas à do estado são evidentes. Na alegada democracia brasileira a ordem é temperada com gás de pimenta, como diria Jorge du Peixe. Seja por uma alternativa econômica ou por uma modo de vida que fuja das convenções sociais moralmente aceitas, o indivíduo resistente é criminalizado com a conivência apática da sociedade e o referendo canalha dos meios de comunicação do establishment burguês.
Um consenso reacionário de leis torcidas em favor do poder se espalha de modo assustador pelo país. Seja nas atitudes dos governos ou na aprovação alegadamente positiva e necessária da população. Mais do que dilacerar nossa falsa democracia, essas atitudes vão eliminando aos poucos, a partir das liberdades individuais, pensamentos questionadores e vislumbres de uma nova sociedade.
Segue abaixo um exemplo que rolou esse ano, na Praça Sete em Belo Horizonte, quando os artesãos, chamados de “Hippies” pela imprensa, forma escurraçados da praça. Sob a alegação de cumprimento da Lei Orgânica do município, que proíbe o comércio nas ruas sem licença, Prefeitura e Polícia Militar “higienizaram” o centro de BH detento artesãos, apreendendo e destruindo seus pertences e produtos. Cabe m bom debate nessa questão, que vai desde a definição de patrimônio cultural, do reconhecimento único da produção material legalizada e industrializada, até a liberdade individual de ocupação da cidade e seus espaços públicos. Mas o que se destaca é a utilização da lei como dispositivo torto de aplicação da ordem, nos moldes da burguesia e de seu lacaio estado. Não resta adjetivo senão facista, pruma atitude que pretende enquadrar a sociedade em padrões que, de longe, não tem nada a ver com a realidade.
Infelizmente não achei o canal original do cara que produziu o doc, Rafael Lage. Mais informações estão no blog da produção, Beleza da Margem. Ficam aí os créditos. Na sequência há dois vídeos menores, mostrando as ações policiais nos dias em que a praça foi sitiada. Até um traseunte foi detido por discordar da ação policial, com a mais facista das alegações: desacato à autoridade.

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