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Que tal a nova do Atoms For Peace pra começar a domingueira?

Aroms for Peace Seal

A produção do “dream team” Atoms For Peace tá demorando pra sair. O quinteto formado pelo guitarrista e vocalista Thom Yorke (Radiohead), com o baixista Flea (Red Hot Chili Peppers), o produtor musical e sexto radiohead Nigel Godrich, o baterista Joey Waronker (R.E.M., Beck e Elliot Smith), além do percusionista catarinense Mauro Refosco (Brian Eno, David Byrne e RHCP), tá anunciando a chegado do seu debut. Amok tá previsto pra rolar em 25 de fevereiro desse ano.
Judge, Jury and Executioner saiu há umas duas semanas dando continuidade ao single Default. Mais algumas faixas já estão pipocando por aí e é claro que o hype tá nos píncaros da expectativa a que só fãs de Radiohead podem elevar. Apesar de certas similaridades com o Radiohead, a sonoridade tá amarrada no trabalho solo de Yorke, The Eraser (2006), fruto da parceria com Godrich. Donde, aliás, saiu o nome da banda, a faixa Atoms for Peace.
Resta esperar – bem pouco provavelmente, já que deve vazar logo, logo… – e ver o que vem né, gente!?

Os fãs de Radiohead e mais um ‘DVD’ colaborativo…

Radiohead Roseland

Seguindo a onda do Projeto Raindow, que compilou os vídeos das câmeras e celulares dos fãs durante a passagem do Radiohead pelo Rio e Sampa em 2009, um grupo de Nova York lançou essa semana o show dos ingleses de 2011, da turnê do The King of Limbs no Roseland Ballroom.
A fórmula é a mesma, colaborativa e multi câmeras, mas com o áudio de fonte única. E a distribuição segue a regra, dá pra baixar os .VOBs do DVD, a arte e mais alguns penduricalhos tudo de graça lá no blog da produção.
Ou dar play e vidrar em quase duas horas de RDHD ao vivo… porque a gente nuca cansa.
Mas é claro que eu não posso deixar de dar uma lambida no Raindown antes de sair. A idéia, original e que motivou isso tudo – da qual eu participei enviando meu videozinho e que já virou até trabalho acadêmico de conclusão de curso – não é só um pontapé de criatividade, mas é também um fenômeno da cultura contemporânea. Assim como o Radiohead cutuca frequentemente o mercado fonográfico, os reflexos nos fãs da banda puxaram o tapete da distribuição audio-visual e da criação de conteúdo multimídia, principalmente (ou quase unicamente) na internetz.
Um pouco antes de se despedir, Chico Science dizia que nós entrávamos num período em que estávamos prestes a consumir a música feita por moleques cerrados em seus quartos. Assim como David Lynch aponta para o futuro do cinema. Acontece que isso já acontece. O clichê do futuro é agora, é um tanto quanto nonsesse prum muleque de 15 ou 16 anos, já que o presente mal dá tempo dele lembrar o passado.
Mais interessante ainda é que idéias colaborativas como a do Raindown e do DVD Roseland se dão a partir de uma banda icônica, que mudou o contexto musical recente e as bases da música pop mundial e advém de um disco que foi distribuido de graça na rede e outro que abdicou do formato físico. E ambos se tornam registros históricos no clique do video stream.
E em tempos de TeraPixels e Full Glacê HD o Raindown é um marco de um período em que se consome o próprio cotidiano via Estragam e o sonho de consumo é a fama. Mas é o outro lado da moeda. Onde consumimos nossa própria produção – essa é a parte boa.
Pra quem acompanhou isso de perto (ou leia-se, esteve vivo e conectado nos últimos dez anos) viu que passamos de andróides paranóicos a travessas giratórias e hoje “Aqui estamos nós / Para baixar seus preços / Te darmos de comer aos cães / pro Daily Mail”.

Jujuba Peppercast #016

Retomando as atividades…
Tarde de sol + Bowie + Um monte de coisa bacana…


DOWNLOAD

Golden Years | David Bowie
Kinder Murder | Elvis Costello
Early to Bed | Morphine
Ceremony | Radiohead
Go Outside | Cults
Daughter | Youth
Heartbeats | The Knife
We All Go Back To Where We Belong | R.E.M.
Sorriso Dela | Bruno Morais
Eu amo você | CéU
Le Premier Bonheur du Jour | Mutantes
Greatest Hits | Mistery Jets
The Killing Moon | Echo & The Bunnymen
Billie Jean | Aloe Blacc
The World’s Strongest Man | Scott Walker
Tender | Blur

As imagens das capas dessa edição são da fotógrafa Louise Mann

Por falar em Radiohead… os quinze anos do OK Computer

OK Computer Floppy

Esse ano o cajado de Moisés do Radiohead tá debutando… faz quinze anos que o quinteto inglês fincou o pé no cultura pop recente e mudou a forma de muita gente da minha geração ouvir e fazer música. Particularmente, esse é um dos discos que mais marcou minha vidinha audiófila. Um daqueles discos que sempre te surpreendem, te remetem às lembranças marcantes e que você salvaria da sua casa em chamas.
A data de soprar velinhas é 16 de junho, dia em que o disco foi lançado no Reino Unido, mas há os que vão dizer que a data correta foi dia 3, mais precisamente às 18h e 57min. Isso porque na contracapa do disco consta a inscrição 18576397, que seria o momento em que o álbum ficou pronto (ou seria 6 de março?). Essa é só mais uma das especulações e que no caso de um disco conceitual como OK Computer às vezes faz sentido.
Eu sempre falo que é possível ler uma trilogia somando os seguintes Kid A (2000) e Amnesiac (2001). OK Computer é a parcela humana, Kid A é a própria máquina e Amnesiac é alguma coisa que ficou perdida, esquecida e fragmentada entre as duas, (o que faz referência até mesmo ao modo de produção do álbum, realizado concomitante com Kid A – porém não um disco de sobras) talvez nós mesmos.
O que vale mesmo é que os discos vão se completando na expressão do Radiohead como um expoente do próprio Zeitgeist, afundado em todas essas relações simbólicas que nós apelidamos de pós-modernidade, e OK Computer é o estopim de tudo isso. Os referenciais icônicos da própria música, pela influência ou pela citação como o par se cumprimentando de Wish Were Here do Pink Floyd, uma das “origens” dos discos conceituais. Na estética, amparada nos trabalhos de colagens de Stanley Donwood ou na disposição das letras no encarte onde as canções tem as letras “desorganizadads” em contraposição à justa ordem da máquina de Fitter Happier (que aliás, é sub-apresentada na tracklist). Na nova relação com a distribuição, minando os limites da música com o disquete que acompanhou algumas edições e que trazia alguns wallpapers com a arte do disco (que é esse que tá lá em cima e cujo conteúdo dá pra baixar aqui). Ou na interação política/econômica/artística com a reprodução de um texto de Noam Chomsky no EP How Am I Driving, sem contar o próprio título do EP que diz muito sobre o comportamento humano contemporâneo. Isso tudo sem se aprofundar em cada canção desde o rerato pessoal de Thom Yorke em Airbag, a ironia melódica de No Surprises ou a raiva melancólica e fugitiva de Exit Music, esperando que nos sufoquemos; num filme.
Hoje é massa perceber que aquilo era só um começo… e eu me peguei de surpresa escrevendo isso aqui.
Ficou a fim? Deleite-se… We hope that you choke.

Por falar em resenha mirim… Radiohead no primário

Stanley Donwood - Bears

O vídeo que segue aí é de um professor que botou uma molecadinha de uns seis anos pra ouvir OK Computer e “desenhar” as sensações da audição. É curioso… mas fiquei de cara com a relação entre os desenhos das crianças e os trampos do Stanley Donwood, o cara que faz as capas e encartes do Radiohead e dono da bizarrice ali de cima… saca aí…

Molecada resenhando Skrillex

E a Noisey colocou a molecadinha pra ouvir e tecer suas críticas ao Skrillex. Momento óóóóiiiinnnnn na matina… Resenhadores! Revejam seus termos!

Pra quem ainda não viu, a piazadinha também já deu pitaco nos Cribs e no Radiohead… saca aê…

Radiohead versão nintendinho…

Tem o KID A…

… e tem o KID B OK Computer…

Massa né?!

Creep + No Surprises e um Mashup no violoncelo…

Pega essa…

Ficou massa, vai dizer!?

O protesto da igreja batista contra o Radiohead e a resposta do Foo Fighters

Tá meio confuso, mas eu colei aí o post inteiro que eu catei lá na NOIZE sobre essa treta aí. É cada coisa…

E lá vamos nós de novo. O vilão dos cristãos dessa vez é – acredite se quiser – o Radiohead.
Durante um show da banda em Kansas City, nos EUA, a Igreja Batista Westboro juntou um grupo de manifestantes para protestar contra o grupo inglês.
No seu site, a organização religiosa chamou o Radiohead de “macacos bizarros com melodias medíocres”. E ainda adicionou, comparando a banda à ” traça que come tranquilamente o próprio tecido da sua roupa” por não temer a Ira de Deus e induzir as pessoas a “olhar para o absurdo”.
Essa não foi a primeira vez que a tal Igreja andou olhando feio para personagens enigmáticos do rock. Em setembro do ano passado, um protesto anti-homossexulismo feito por ela foi interrompido pelo Foo Fighters.
No vídeo abaixo, você confere qual foi o resultado da resposta dos Foos.

Só pra complementar, os caras ainda tiraram uma com os censores da mídia yankee… É, Dave Grohl já é quase o cara… quase.

E a festinha de Natal do Occupy London, com o Thom Yorke e o 3D, hein?!

Massa essa interação de expoentes culturais como o Radiohead, Sonic Youth, RATM e o Massive Attack com os “Occupy”, vale a pena ouvir os comentários e as posições do Thom Yorke e do Robert ‘3D’ Naja, mas…. cara… que festinha de natal essa com com Thom e 3D nas pickups, hein?!
Lá no “OWS” quem deu as caras foi o Lee Ranaldo, com altas fotos…

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