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Coachella 2012 e um cartaz “vazado”

Não é oficial, na boataria o cartaz aí embaixo vazou, mas CARA! Se for real… Pega essa SWU! Pega essa Lollapalooza!

Adeus Sonic Youth…

Porra… Essa foi talvez a pior notícia do ano. Com a separação de Kim Gordon e Thurston Moore o fim do Sonic Youth parecia inevitável e aquele que poderia ser o último show da banda, acabou sendo. O Brasil pode ter selado uma carreira sônica de 30 anos de uma das mais inspiradoras, influentes e criativas bandas da história do rock. Alguma sensação minha, bem pessoal, vai adjetivando isso aqui e insistindo em alguma incerteza que possa dar a chance de que esse fim não seja absoluto.
Um dia após o anúncio da separação do casal Gordon/Moore, Lee Ranaldo estreava sua turnê solo. “É uma espécie de canção de amor que fiz pra um casal amigos queridos, que estão passando por uma barra”. Foi a frase que precedeu “Angles”, música que abriu o show no Brooklyn, em outubro, onde Steve Shelley o acompanhava.

Essa seman, em entrevista à Rolling Stone, Lee confirmou aquilo muita gente não queria ouvir:

Você acaba de voltar de uma turnê da América do Sul com Sonic Youth e como você disse, Kim e Thurston recentemente se separaram. Como isso afetou a turnê? Era algo que vinha acontecendo há algum tempo, ou foi uma coisa repentina para você?
Bem, não foi tão repentina para mim como tem sido em termos de imprensa. Na verdade, a turnê correu muito bem. […] Quero dizer, estávamos meio que na ponta dos pés e houve algumas situações diferentes na viagem, você sabe, eles não estão mais dividindo o quarto e coisas assim. Eu diria que em geral os shows foram muito bem. O que resta saber agora é o que vai acontecer no futuro. Eu acho que esses foram certamente os últimos shows por um tempo.

Você é otimista sobre o futuro da banda?
Estou me sentindo otimista sobre o futuro, não importa o que acontece neste momento. Quer dizer, cada banda segue seu curso. Estivemos juntos mais tempo do que qualquer um de nós jamais imaginou que aconteceria e foi em sua maior parte incrivelmente prazeroso. Ainda há um monte de coisas que vamos continuar a fazer. Há toneladas e toneladas de projetos, gravações e coisas desse tipo que ainda estão acontecendo, por isso há tantas maneiras em que estamos ligados uns aos outros para o futuro, tanto musicalmente como de outras formas. […] É o tipo de coisa que naturalmente aconteceu, mas foi uma boa maneira. Eu toquei meu primeiro show no dia seguinte em que Kim e Thurston anunciaram [a separação.] Isso foi completamente estranho.

Pra quem ainda não viu o último show:

Eu tô atrasado, mas viu a treta do Ultraje com o Peter Gabriel no SWU?


Vou roubar na caruda o post do Trabalho Sujo, que veio lá do Pedro Sanches, no Yahoo, porque resume bem a parada. Pra se ligar de como eu tava offline no pós feriado, fiquei sabendo disso hoje.

A turma do Peter Gabriel, gênio por trás do grupo britânico setentista de rock progressivo Genesis, tentou dar um passa-fora na turma do Roger, gênio por trás do grupo brasileiro oitentista de rock new wave Ultraje a Rigor. Atenção para a próxima frase: tentou, mas não conseguiu.

A maioria dos artistas e bandas daqui prefere historicamente abafar o hábito corrente em festivais multinacionais, de os brasileiros serem tratados feito lixo perante os sempre gringos “astros principais”. A discrepância causa boataria desde pelo menos 1985, no primeiro Rock in Rio, quando a moeda corrente jurava que um Whitesnake valia algo como uns dez ou cem ou mil Erasmos Carlos.

O caso mais rumoroso foi o dos preparativos para o Rock in Rio 3, em 2000, quando os maus tratos e as mamatas diferenciadas para nomes estrangeiros motivou a saída em bloco das bandas “subdesenvolvidas” Charlie Brown Jr., Cidade Negra, Jota Quest, O Rappa, Raimundos e Skank. O público brasileiro mais pagapau abaixou o topete e se satisfez com as atrações internacionais da hora. Pouco se reclamou da exclusão do rock nacional do festival que levava rock no nome e Rio no sobrenome, e ainda por cima sobraram garrafadas, palavrões e vaias para o baiano Carlinhos Brown – simplesmente porque ele estava se apresentando, e não porque não tivesse acompanhado os colegas na decisão de dizer um basta às humilhações, ou rebeldia parecida. Afinal, o rock é rebelde ou não é?

(…)

Particularmente, amanheci a segunda-feira (14) orgulhoso do Roger, de quem costumo discordar muito mais que concordar. Não se foi tudo espontâneo, ou se algo de concreto lhe veio à mente ao rejeitar a “proposta” da gangue do Peter Gabriel, de encolher seu show de uma hora para meia hora (para comodidade do playboy gringo, devo supor?). Mas a postura que o autor de “Inútil” teve foi bem diferente daquela de quando era jovem e depreciava a si próprio e a seu próprio país cantando que “a gente faz filho e não consegue criar”, “a gente pede grana e não consegue pagar” (alô, FMI), “a gente joga bola e não consegue ganhar” (nos tempos em que futebol, supostamente, era só o que tínhamos a oferecer).

Ainda na noite de ontem, @roxmo (ou seja, o Roger) escreveu para Peter Gabriel, em inglês, via Twitter: “Hey, @itspetergabriel! Boa sorte no seu voo para casa! Pensei que você fosse um artista; quando você se tornou um cuzão? Ativista mundial, meu cu…”. Que deselegante!, diria Sandra Annenberg. Sim, mas consideremos que nem sempre um roqueiro brasileiro de primeira, segunda ou quinta viagem se expõe assim publicamente, em legítima autodefesa contra as arbitratriedades dos sustentáveis e dos insustentáveis.

E aí o Chuck Norris – disfarçado de irmão do Roger do Ultraje – mandou um cruzado direita no gringo que deixou até o Brian Eno ultrajado:

E aí o Peter Gabriel pediu desculpas… menos mau.

I learned this morning that there had been a problem between my crew and Ultraje a Rigor at the SWU festival, that resulted in my production manager stopping their performance and turning off their amps. I deeply regret that this took place and have called Roger Moreira to apologise directly to him and the band.

The storm had put the running order two hours behind schedule and all the artists agreed to cut their set by 15 minutes. I understand from the festival organiser that Ultraje a Rigor were playing more than the time they had agreed and that there were still two more artists to play on our stage. This is why I believe my production manager, who had also had a long battle with water damage to the equipment, was getting very frustrated. In any case, he should not have interrupted their performance.

I strongly believe in treating all artists with equality and respect and I am extremely sorry that we failed to do so last night.

Saca aí embaixo as explicações do Roger aí embaixo…

Show completo do Sonic Youth no SWU 2011 (será o último?)

Sonic Youth Setlist SWU 2011 Brazil E o Sonic Youth passou pelo Brasil com aquele que pode (poderia? poderá?) ser o último da vida da melhor banda da história (ao menos pra mim e não ouse retrucar). Entre impressões fofocas a galera viu que a Kim ainda está usando aliança, o show foi empolgadaço e o Thurston disse que espera rever o público em breve. Como disse o Matias lá no Trabalho Sujo, é difícil que eles façam um último show longe de Nova York, então… seguimos na esperança. Se pá não foi minha última chance de ver Schizophrenia ao vivo.

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