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O melhor disco do ano?

Bixiga 70 (2013) - capa

Talvez 2013 não esteja sendo aqueeele ano de lançamentos, de discaços e talz. E não é por conta do contexto, mas o novo do Bixiga 70 já deixou todo mundo pra trás nessa corrida. No Brasil ele já ‘O DISCO’ de 2013, sem dúvida. E lá fora… olha… vai dar as caras nas listinhas de melhores do ano, pode crer!
Então… se não ouvindo ainda, tá perdendo! Saca aí embaixo, ó! Tenho certeza que vai baixar um Ney Matogrosso em você na hora em que ouvir Kalimba.

Mas é claro que dá pra BAIXAR AQUI!

Ah, e se vc é daqueles que tá desligado da música brasileira desde 2011 e ainda não ouviu o primeiro dos caras… dou uma chance!

Os fãs de Radiohead e mais um ‘DVD’ colaborativo…

Radiohead Roseland

Seguindo a onda do Projeto Raindow, que compilou os vídeos das câmeras e celulares dos fãs durante a passagem do Radiohead pelo Rio e Sampa em 2009, um grupo de Nova York lançou essa semana o show dos ingleses de 2011, da turnê do The King of Limbs no Roseland Ballroom.
A fórmula é a mesma, colaborativa e multi câmeras, mas com o áudio de fonte única. E a distribuição segue a regra, dá pra baixar os .VOBs do DVD, a arte e mais alguns penduricalhos tudo de graça lá no blog da produção.
Ou dar play e vidrar em quase duas horas de RDHD ao vivo… porque a gente nuca cansa.
Mas é claro que eu não posso deixar de dar uma lambida no Raindown antes de sair. A idéia, original e que motivou isso tudo – da qual eu participei enviando meu videozinho e que já virou até trabalho acadêmico de conclusão de curso – não é só um pontapé de criatividade, mas é também um fenômeno da cultura contemporânea. Assim como o Radiohead cutuca frequentemente o mercado fonográfico, os reflexos nos fãs da banda puxaram o tapete da distribuição audio-visual e da criação de conteúdo multimídia, principalmente (ou quase unicamente) na internetz.
Um pouco antes de se despedir, Chico Science dizia que nós entrávamos num período em que estávamos prestes a consumir a música feita por moleques cerrados em seus quartos. Assim como David Lynch aponta para o futuro do cinema. Acontece que isso já acontece. O clichê do futuro é agora, é um tanto quanto nonsesse prum muleque de 15 ou 16 anos, já que o presente mal dá tempo dele lembrar o passado.
Mais interessante ainda é que idéias colaborativas como a do Raindown e do DVD Roseland se dão a partir de uma banda icônica, que mudou o contexto musical recente e as bases da música pop mundial e advém de um disco que foi distribuido de graça na rede e outro que abdicou do formato físico. E ambos se tornam registros históricos no clique do video stream.
E em tempos de TeraPixels e Full Glacê HD o Raindown é um marco de um período em que se consome o próprio cotidiano via Estragam e o sonho de consumo é a fama. Mas é o outro lado da moeda. Onde consumimos nossa própria produção – essa é a parte boa.
Pra quem acompanhou isso de perto (ou leia-se, esteve vivo e conectado nos últimos dez anos) viu que passamos de andróides paranóicos a travessas giratórias e hoje “Aqui estamos nós / Para baixar seus preços / Te darmos de comer aos cães / pro Daily Mail”.

Millionário por cinco minutos… a última trollada de 2011.

… filhadaputagem pouca é bobagem. O que nós contaríamos aos nossos filhos, se não fossem nossos amigos.

Os melhores de 2011 do Jujuba…

Pra começar 2012 numa boa, tem que encerrar 2011 direito, né não?! Então, como todo blog que se preze, este aqui também faz o seu toplist 2011. Confere aí e dê seus pitacos… sem muito mimimi, os melhores de 2011 aqui do Jujuba. E vamu lá, 2012…

Melhores 2011 - VIDEOS

Melhores 2011- ALBUNS

Melhores 2011 - MUSICAS

[4:20] De volta para o futuro…

2011 2057 - Brittney Rihann - Hebe Alcione

45 imagens marcantes de 2011

Dezembro correndo, é hora de retrospectiva, melhores do ano, destaques, homenagens, especial do Roberto Carlos… Segue algumas das 45 imagens que a Buzzfeed elege com as mais impactantes de 2011. De boa, ainda falta… cadê o Chile e a Camila Vallejo??? Só pra lembrar.

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Tem mais lá… E a Reuters já elegeu as suas, também…

Olha que dreampop bacana pra encerrar essa tarde…

Cara… pirei muito nessa Into the Trees do Still Corners. Aliás esse EPzinho, Remember Pepper tá delicioso, French Kiss é uma cerejinha. Baixa e curte aê… Pra variar mais uma pérola da SUBPOP.

Show completo do Sonic Youth no SWU 2011 (será o último?)

Sonic Youth Setlist SWU 2011 Brazil E o Sonic Youth passou pelo Brasil com aquele que pode (poderia? poderá?) ser o último da vida da melhor banda da história (ao menos pra mim e não ouse retrucar). Entre impressões fofocas a galera viu que a Kim ainda está usando aliança, o show foi empolgadaço e o Thurston disse que espera rever o público em breve. Como disse o Matias lá no Trabalho Sujo, é difícil que eles façam um último show longe de Nova York, então… seguimos na esperança. Se pá não foi minha última chance de ver Schizophrenia ao vivo.

Passo Torto: Um samba em quatro tons…

PassoTorto - Foto: Jose de Holanda Eu vou escrevendo isso aqui na medida em que meu ouvido vai engolindo pela primeira vez esse samba. Passo Torto é a união dos compositores Romulo Fróes, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci e do baixista e produtor Marcelo Cabral. Cada um vem com um vento e fazem a curva juntos ao redor do samba. Só pra situar, Rómulo Fróes foi que mandou ver em 2011 com “Um labirinto em cada pé”, um dos melhores discos que ouvi esse ano e o Marcelo Cabral é baixista do MarginalS, que eu já falei por aqui.
Ouve aê embaixo, no SomdaClaudia ou baixa lá no site do projeto. Ouça com gosto.

O novembro negro da USP

Se alguém ainda tem alguma dúvida quanto ao que está rolando na USP, eu dou uma certeza: é fascismo. Nada justifica as ações, o cerco e a permanência da polícia no Campus. Desde a assembleia que decidiu pela ocupação da reitoria foi possível ver a divisão entre grupos e centros acadêmicos. A votação apertada que decidiu pela greve, ou a minoria de 3 mil alunos que compareceu à assembleia não justifica nenhuma ação policial e para os “democratas” de plantão, isso é democracia. Enquanto isso ninguém cobra a obrigação do reitor da universidade em dialogar com os estudantes.
E as ações do reitor não param na omissão. Grandino Rodas já demitiu quatro dirigentes sindicais em atuação na USP, duas funcionárias e expulsou um aluno, pela participação nas atividades, com o claro objetivo de atacar a organização de qualquer tipo de oposição ao seu despotismo fascistóide. Em nota o Sindicato dos Trabalhadores da USP já aponta que o confronto apenas começou:

“O maior crime de Rodas é a criação de uma apartheid entre estudantes, os contra e os a favor da PM no campus, promovendo assim a criminalização e queimação da imagem dos estudantes.
Temos claro que, diante do ocorrido, esta universidade está conflagrando e o confronto apenas começou.
A USP agora exige que os estudantes sejam tipificados e indiciados por: formação de quadrilha, danos ao patrimônio, desobediência e crime ambiental.
Por tudo isso declaramos que este reitor não tem mais condições morais ou políticas de continuar à frente da Universidade.”

E a covardia da reitoria surpreende não só com a PM. Em entrevista a Rádio Estadão o reitor afirma que os os reitores, pró-reitores e assessores estão trabalhando em um “local secreto” já previamente preparado para este tipo de situação (ouça aqui na íntegra):

Rodas: “Nós estamos trabalhando… Nós temos vários lugares alternativos (…) Portanto hoje, nós todos, reitoria, pró-reitorias, todas já tem desde o ano passado, locais para que se possa trabalhar nesses casos específicos. Porque a universidade não pode parar. Nós estamos trabalhando em locais alternativos.
Entrevistador: “Não é bom nem revelar o local”
Rodas: “Não é que não é bom, não é necessário.”

O que não merece ser debatido a partir de agora é o mérito dos estudantes nas suas reivindicações. Se estudantes devem ou não fazer greve, essa é uma questão eles devem decidir. Se ocupa ou não, se vota ou não, a resposta é simples: o problema é deles. Mas o que nós não podemos admitir é mais um dia de polícia campus e a omissão do reitor.
O problemas políticos entre os alunos será um problema que eles tem a obrigação de carregar enquanto existir uma sociedade democrática. Aqueles que não concordam, compulsoriamente estão do lado do reitor e de suas atitudes totalitárias. Não querem enfrentar as diferenças e querem criar um mundo ao redor de seus umbigos ideológicos.
Dentre suas barbaridades cotidianas, Reinaldo Azevedo disse uma verdade, a “maioria” silenciosa da USP deve se manifestar. Não é hora de ficar em cima do muro. Aliás, o muro tem dono, a imprensa calhorda já o comprou e se aproveita dele pra rotular a “minoria baderneira”. E logo logo vai alugá-lo, pra servir de alvo de tiro pra PM. Pra quem quiser aprender, o G1 deu uma aula de como fazer jornalismo tendencioso. Você publica o vídeo da PM e transcreve os vídeos dos estudantes (assista aqui).
Pra quem quiser informação decente a respeito da USP, o Jornal Brasil de Fato tá fazendo uma cobertura digna. Segue o link.

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